Aguarde, carregando...

Quinta-feira, 15 de Outubro 2026
MENU
São Paulo

Em 40 minutos, choveu na região do Anhangabaú o equivalente ao previsto para 11 dias de outubro; previsão aponta novos temporais

Temporal deixou 26 carros e dois ônibus submersos no túnel do Vale do Anhangabaú; previsão indica novos episódios de chuva intensa nesta quinta-feira (15), com acumulados de até 80 mm em regiões do estado.

Em 40 minutos, choveu na região do Anhangabaú o equivalente ao previsto para 11 dias de outubro; previsão aponta novos temporais
A-
A+
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.
GOOGLE Não perca nossas próximas notícias

Adicione nosso site às suas fontes preferidas para acompanhar nossas notícias. 📰

Em apenas 40 minutos, choveu no córrego do Anhangabaú, no Centro de São Paulo, na quarta-feira (14), o equivalente ao esperado para 11 dias de outubro, informou a prefeitura.

O temporal acumulou 42 milímetros de chuva na região central, volume que corresponde a 37% dos 112 milímetros previstos para o mês inteiro em toda a capital. A força da água provocou um alagamento que deixou carros e ônibus completamente submersos no Túnel do Vale do Anhangabaú.

O impacto maior foi registrado no túnel, onde 26 carros e dois ônibus ficaram completamente submersos. Imagens feitas por motoristas mostram veículos cobertos pela água até as janelas e pessoas tentando sair dos automóveis.

Publicidade

Leia Também:

🔍Um milímetro de chuva equivale a um litro de água acumulado sobre cada metro quadrado de superfície, desconsiderando a infiltração e o escoamento. Assim, 42 milímetros correspondem a 42 litros de água por metro quadrado. Em uma área de 100 metros quadrados, por exemplo, isso representa 4.200 litros de água acumulada. Quando a chuva cai em grande volume e em pouco tempo, a água pode se acumular mais rápido do que os sistemas de drenagem conseguem escoá-la.

Depois que o nível baixou, as pessoas que ficaram presas no local foram resgatadas. Inicialmente, os bombeiros informaram a existência de pelo menos quatro vítimas, sem especificar a situação delas.

“Vimos a água entrando no túnel e em cinco minutos chegou a água na porta do carro. Com isso, tivemos que sair do veículo”, relatou um motorista que estava no local durante o alagamento.

Segundo a Prefeitura de São Paulo, as interdições do Túnel do Anhangabaú começaram às 15h38. A administração municipal informou que as seis bombas instaladas no local funcionaram ininterruptamente, sem problemas registrados, mas a capacidade de vazão não foi suficiente diante do volume de água.

Ainda de acordo com a prefeitura, o sistema é monitorado 24 horas por dia por sensores e câmeras, e um caminhão de bombeamento emergencial foi mobilizado para reforçar a drenagem. Equipes de limpeza urbana também atuaram nos trechos em que a água já baixou.

Em uma publicação no Instagram, às 18h30 desta quarta-feira (14), Nunes disse que o volume de água foi elevado em um curto intervalo de tempo e que equipes de diferentes áreas foram mobilizadas para atuar na região.

"Foi um volume realmente grande e inesperado em um período muito curto, mas estamos aqui trabalhando para restabelecer completamente a cidade", afirmou.

Chuva intensa e ventos de quase 90 km/h

Os dados do Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas (CGE) mostram que o temporal atingiu diferentes regiões da capital. Uma moradora da Brasilândia morreu após a casa ser atingida por deslizamento de terra.

A estação meteorológica do CGE na Sé registrou 48,5 milímetros de chuva, o maior índice entre as estações do órgão. Na sequência, aparecem Vila Nova Cachoeirinha, com 21,5 milímetros; Ribeirão dos Meninos, com 17,2; Oratório, com 16,8; e Vila Madalena, com 12 milímetros.

Na Rede Telemétrica do Alto Tietê, o maior acumulado foi registrado no córrego Sapateiro, no Parque Ibirapuera, com 67,8 milímetros.

O Parque da Aclimação teve 64 milímetros, enquanto o córrego Anhangabaú, na Avenida 23 de Maio, acumulou 47,2 milímetros. O Rio Tamanduateí, na região do Mercado Municipal, registrou 42,4 milímetros.

O temporal também veio acompanhado de ventos fortes. A maior rajada registrada chegou a 88,9 km/h no Aeroporto de Congonhas, às 16h44.

Antes disso, o mesmo aeroporto havia registrado ventos de 61,1 km/h, às 16h03. Na estação meteorológica do CGE na Sé, as rajadas chegaram a 43,3 km/h, às 15h40. Também houve registro de queda de granizo na região da Consolação, no Centro, às 15h40.

Previsão é de mais chuva nesta quinta-feira

A previsão da Climatempo indica chuva durante todo o dia e à noite na quinta-feira (15) e na sexta-feira (16).

Na quinta, os termômetros devem variar entre 17°C e 25°C, com volume de chuva previsto de 59,9 milímetros e rajadas de vento de até 46 km/h. Na sexta, a temperatura fica entre 17°C e 23°C, com acumulado de 39,9 milímetros e rajadas de até 48 km/h. A probabilidade de chuva é de 100% nos dois dias.

A Defesa Civil de São Paulo alertou também para a possibilidade de novos episódios de chuva intensa nesta quinta-feira (15), com os maiores acumulados previstos para a faixa leste do estado. Na Grande São Paulo, na Baixada Santista e no Vale do Ribeira, os volumes podem chegar a 80 milímetros ao longo do dia.

No Litoral Norte e no Vale do Paraíba, a previsão é de acumulados próximos de 70 milímetros. Já nas regiões de Campinas e Sorocaba, são esperados entre 50 e 75 milímetros.

Os volumes previstos reforçam a possibilidade de novos transtornos provocados pela chuva. Para efeito de comparação, 80 milímetros equivalem a 80 litros de água por metro quadrado, quase o dobro dos 42 milímetros registrados em 40 minutos na região do Anhangabaú nesta quarta-feira.

Região já teve outros episódios de alagamento

O alagamento desta quarta-feira não foi o primeiro a atingir o Túnel do Vale do Anhangabaú. Em 2021, uma forte chuva também provocou o alagamento de uma das pistas no sentido Zona Sul. Na década de 1990, a cidade viveu um episódio de grandes proporções: em 1999, cerca de 160 veículos, entre eles três ônibus, ficaram submersos na região.

Desde a década de 1980, diferentes intervenções urbanas e obras de drenagem foram realizadas ou anunciadas para tentar reduzir os alagamentos no entorno do vale. Entre elas estão obras de recuperação e ampliação de galerias do córrego Moringuinho, iniciadas em 2006, e a construção de novas galerias anunciada em 2007.

Em maio de 2026, a Prefeitura divulgou uma proposta de intervenção no sistema de drenagem da região da Avenida Nove de Julho, também para reduzir os alagamentos que atingem o Centro, incluindo o Vale do Anhangabaú.

Fonte/Créditos: G1

Créditos (Imagem de capa): G1

Comentários

O autor do comentário é o único responsável pelo conteúdo publicado, inclusive nas esferas civil e penal. Este site não se responsabiliza pelas opiniões de terceiros. Ao comentar, você concorda com os Termos de Uso e Privacidade.

Não possui uma conta?

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!
Termos de Uso e Privacidade
Esse site utiliza cookies para melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar o acesso, entendemos que você concorda com nossos Termos de Uso e Privacidade.
Para mais informações, ACESSE NOSSOS TERMOS CLICANDO AQUI
PROSSEGUIR