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Em eventos de campanha no Rio, Lula defende prender criminosos, e Flávio fala em ‘guerra’ ao crime

Lula defendeu ainda retomada de territórios ocupados pelo crime, e Flávio Bolsonaro disse que os criminosos terão até dezembro para deixar o país, se ele for eleito. Também em agenda neste sábado, Zema citou reforma da previdência, Renan prometeu 'desfavelização', Caiado afirmou ser a favor do fim da escala 6x1, e Cury criticou a polarização.

Em eventos de campanha no Rio, Lula defende prender criminosos, e Flávio fala em ‘guerra’ ao crime
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Os candidatos à Presidência da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) defenderam neste sábado (22) suas propostas para segurança pública, em eventos de campanha realizados na capital fluminense.

 

 

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'"Não vamos fazer carnaval, pirotecnia, matar 100 ou 200 [criminosos]. Nós vamos prender. Vamos falar a vila é do povo, a escola é do povo, a padaria é do povo. Não é dos bandidos. Isso vamos fazer", disse no estádio do Bangu, na Zona Oeste da capital fluminense.

 

 

O candidato lembrou que enviou ao Congresso uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que amplia a participação da União na segurança pública e afirmou que, se o texto for aprovado pelo Senado, pretende recriar o Ministério da Segurança Pública e ampliar a preparação das polícias Federal (PF) e Rodoviária Federal (PRF).

Já Flávio Bolsonaro afirmou que, caso seja eleito, pretende classificar facções como Comando Vermelho e PCC como grupos narcoterroristas, proposta que consta no plano de governo registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

 

“Eu não vou baixar a cabeça para bandido. Já tô avisando: marginais, narcoterroristas, vocês têm até dezembro desse ano para meter o pé do Brasil, porque, a partir de janeiro do ano que vem, nós vamos declarar guerra aos narcoterroristas”, disse Flávio.

 

 

Em evento de lançamento da candidatura de Douglas Ruas ao governo do Rio, no Maracanãzinho, ele também defendeu uma política de enfrentamento às organizações criminosas a partir do próximo ano.

Lula também fala em custo de presos

 

Durante o evento, Lula afirmou que pretende ampliar a atuação federal na segurança pública e citou os custos do sistema penitenciário para defender uma mudança na estratégia de combate ao crime. Segundo o candidato, um preso em uma unidade de segurança máxima custa R$ 40 mil por ano, enquanto o custo em uma cadeia comum de São Paulo seria de R$ 35 mil.

 

 

“O tal do Fernandinho Beira-Mar custa o dobro do que formar uma menina médica ou um menino engenheiro”, afirmou Lula, em referência ao traficante Luiz Fernando da Costa.

 

Lula dedicou parte do discurso a propostas para a educação: prometeu ampliar o ensino em tempo integral para todas as escolas públicas do país e continuar a expansão dos institutos federais, além de citar programas como Prouni e Fies.

O petista também citou propostas para a indústria e tecnologia, prometeu ampliar investimentos em inteligência artificial e defendeu o desenvolvimento de uma tecnologia adaptada ao português e às necessidades brasileiras.

Flávio critica uso de drones por criminosos

 

 

Durante o discurso no Maracanãzinho, Flávio Bolsonaro também criticou o avanço da atuação das organizações criminosas e citou o uso de drones com bombas. O candidato afirmou que crianças estariam sendo treinadas para operar os equipamentos.

 

“Eu soltava pipa quando criança. Hoje estão sendo criadas e treinadas para usar drones com bomba. Só falta ter que comprar guarda-chuva blindado”, disse.

 

O candidato do PL também apresentou propostas relacionadas à legislação penal. Flávio afirmou que pretende reduzir para 14 anos a maioridade penal em casos de estupro e defendeu a castração química para estupradores e abusadores de mulheres e crianças.

 

“As mulheres serão protegidas. Nós vamos aprovar a castração química para estupradores e abusadores de mulheres e crianças. Ah, mas o Flávio é radical. Não gostou, vota no defensor de bandido”, afirmou.

 

Ao pedir votos para Carlos Jordy e Portinho, candidatos do PL ao Senado pelo Rio, Flávio afirmou que pretende contar com os dois no Congresso para aprovar propostas, como a da anistia aos condenados pelos atos de 8 de Janeiro.

Zema, Caiado, Renan Santos e Augusto Cury

 

Neste sábado, Romeu Zema (Novo) defendeu uma nova reforma da Previdência e afirmou que poderá ser necessário aumentar o tempo de contribuição para quem está entrando agora no mercado de trabalho, acompanhando o aumento da expectativa de vida.

O candidato disse que a mudança deveria ser planejada para evitar novas reformas no futuro.

Em Campinas, Ronaldo Caiado (PSD) afirmou que é a favor do fim da escala 6x1. A declaração foi dada durante entrevista coletiva e contrasta com a posição adotada por ele dias antes, quando chamou a proposta de "eleitoreira".

Sobre segurança pública, Caiado disse que quer enquadrar as facções criminosas em uma tipificação que chamou de "terrorismo domiciliar".

Renan Santos (Missão) também iniciou a campanha deste sábado (22) com foco em segurança pública. O candidato, que chegou à Faculdade de Direito da USP usando um colete à prova de balas, prometeu, caso seja eleito, investir entre R$ 1,3 trilhão e R$ 1,5 trilhão ao longo de dez a 15 anos em um programa nacional de "desfavelização".

Durante o discurso, também criticou Lula e Flávio Bolsonaro e disse que o país não pode ficar “refém” dos dois.

O candidato à Presidência Augusto Cury (Avante) criticou a polarização neste sábado (22). Cury disse que apoiadores que ignoram erros dos políticos acabam prejudicando tanto o presidente Lula quanto o ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele defendeu ainda o fim do que chamou de 'torcida" na política'.

Fonte/Créditos: G1

Créditos (Imagem de capa): G1

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