Adicione nosso site às suas fontes preferidas para acompanhar nossas notícias. 📰
Faltando pouco mais de um mês para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), marcado para os dias 8 e 15 de novembro, muitos estudantes concentram a preparação na revisão de conteúdos. Mas, além de saber Matemática, História, Biologia ou Física, existe outro fator importante para enfrentar a prova: saber interpretar e resolver as questões.
Com enunciados extensos, textos de apoio, gráficos, tabelas, situações-problema e diferentes possibilidades de resposta, o Enem exige que o candidato mobilize conhecimentos e, ao mesmo tempo, consiga identificar rapidamente o que está sendo solicitado. Na reta final, portanto, algumas habilidades transversais podem ser trabalhadas paralelamente à revisão das disciplinas.
Para Julia Konofal, autora de conteúdos educacionais da edtech Kultivi, esse tipo de preparação é especialmente importante porque o estudante pode dominar determinado assunto e ainda assim ter dificuldade diante da forma como ele aparece na prova.
"Uma coisa é conhecer o conteúdo; outra é conseguir reconhecer como aquele conteúdo está sendo cobrado. No Enem, muitas questões apresentam informações em textos, gráficos, tabelas ou situações do cotidiano, e o estudante precisa interpretar tudo isso antes de chegar à resposta. Por isso, desenvolver estratégias de resolução pode ser tão importante quanto revisar a matéria", explica.
Veja quatro habilidades que podem ser treinadas nos próximos dias:
Interpretar gráficos e tabelas
Gráficos e tabelas aparecem em diferentes áreas do Enem e podem apresentar uma grande quantidade de informações em pouco espaço. Antes de tentar fazer cálculos ou procurar uma fórmula, o candidato precisa entender o que os dados representam.
Uma leitura cuidadosa envolve observar título, eixos, unidades de medida, legendas, períodos e a relação entre as informações apresentadas.
"O primeiro erro é olhar para um gráfico e pensar imediatamente que é preciso fazer uma conta. Muitas vezes, a resposta está na própria interpretação dos dados. O estudante precisa primeiro entender o que está sendo comparado, qual é a unidade utilizada e o que a questão realmente quer saber", afirma Julia.
Aprender a ler o enunciado antes de tentar resolver
Em questões de Ciências da Natureza, o candidato pode receber um texto acompanhado de dados, imagens, gráficos ou informações sobre um fenômeno. O desafio não está necessariamente em lembrar uma fórmula ou conceito isolado, mas em reconhecer quais conhecimentos precisam ser utilizados para chegar à resposta.
"Uma questão pode trazer muitas informações e nem todas terão a mesma importância para chegar à resposta. Uma boa estratégia é identificar primeiro o comando da questão: o que exatamente está sendo pedido? Depois, separar as informações que são relevantes para resolver aquele problema", explica a especialista.
Em Ciências Humanas, interpretar é tão importante quanto lembrar
História, Geografia, Filosofia e Sociologia exigem conhecimento de conteúdo, mas as questões do Enem frequentemente apresentam textos, documentos, imagens e situações que precisam ser interpretados dentro de determinado contexto.
Por isso, a preparação não deve se limitar à memorização de datas, conceitos e acontecimentos. "Não adianta reconhecer o nome de um período histórico ou de um conceito se o estudante não consegue relacioná-lo ao contexto apresentado na questão. Em Ciências Humanas, é importante aprender a identificar a ideia central do texto, compreender o contexto e perceber qual conceito ou conhecimento está sendo mobilizado", diz Julia.
Redação exige método, não apenas inspiração
Na redação, a preparação também vai além de conhecer possíveis temas. O candidato precisa compreender a estrutura exigida, organizar argumentos, desenvolver uma linha de raciocínio e construir uma proposta de intervenção de acordo com os critérios de avaliação.
Para Julia, esperar pelo "tema perfeito" para começar a treinar pode ser um erro. "Não é possível prever exatamente qual será o tema da redação, mas é possível treinar as habilidades que serão necessárias independentemente do assunto. Estrutura, argumentação, repertório, coesão e proposta de intervenção podem ser trabalhados antes da prova", afirma.
A recomendação é produzir textos durante a reta final e, principalmente, analisar os próprios erros.
Conhecimento + estratégia
Para a especialista, trabalhar essas habilidades não significa deixar as disciplinas de lado. Pelo contrário: a estratégia deve complementar a revisão dos conteúdos.
Outro ponto importante é observar o tempo gasto em cada questão. Segundo a especialista, fazer exercícios com frequência permite perceber quais tipos de problema consomem mais tempo e desenvolver estratégias para administrar melhor a prova.
"Quanto mais o estudante pratica, mais consegue identificar padrões. Ele começa a perceber quando uma questão exige cálculo, quando a resposta está principalmente na interpretação de um texto ou gráfico e quando precisa voltar a determinado conteúdo. Isso torna a resolução mais consciente", afirma.

Comentários
Para comentar realize o login em sua conta!
Login Cadastre-se