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Análise: pré-temporada da F1 vê 4 times em ascensão, e novas regras podem criar “caos” na Austrália

Semana de testes no Bahrein mostra quais equipes largam em vantagem em 2026, e pilotos ligam alerta para novidades mal desenvolvidas, que podem gerar confusão no primeiro GP do ano

Análise: pré-temporada da F1 vê 4 times em ascensão, e novas regras podem criar “caos” na Austrália
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A primeira semana de pré-temporada da Fórmula 1 no Bahrein chegou ao fim nesta sexta-feira com a Mercedes dominando o dia, tanto de manhã, com George Russell, quando na parte vespertina, com Kimi Antonelli. É claro que os tempos da melhor volta ainda não podem ser usados como referência, mas indicam que, assim como em Barcelona, o time alemão vai confirmando o seu favoritismo neste começo de novo regulamento em 2026.

A grande diferença desta semana é que outras três equipes se aproximaram e também aparecem na lista dos times que estão chamando a atenção pelo ótimo gerenciamento de energia em simulações de corrida: Red Bull, Ferrari e McLaren.

Foi interessante ouvir nas entrevistas coletivas aqui no Bahrein cada representante de uma equipe jogar o favoritismo na rival. Mas uma coisa é comum em todos os discursos: as quatro grandes da F1, que vêm monopolizando as vitórias nos últimos anos, conseguiram um ajuste mais rápido ao novo conceito neste ano.

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O carro é radicalmente diferente das temporadas anteriores, com novo chassi e nova unidade de potência (com 50% dela vindo de forma inédita do motor elétrico). Isso já era esperado, conforme Fernando Alonso explicou no Bahrein.

A Aston Martin era um dos times dos quais se esperava uma “surpresa” para a temporada deste ano, com a chegada de Adrian Newey, chefe de equipe, e a promessa de um carro revolucionário. Perguntei a Alonso se o fã de F1 ainda pode aguardar algo bom para 2026.

– É natural que as quatro equipes grandes tenham melhor eficiência para sair na frente na mudança de regulamento, por terem já os melhores recursos. Ainda estamos para trás, mas a segunda metade da temporada será bem diferente. A própria McLaren fez esta evolução incrível recentemente – respondeu o espanhol.

No pelotão intermediário, quem chamou atenção pela consistência foi a Haas. Não só pelos tempos de volta, mas pela confiabilidade do carro, conseguindo sempre completar o cronograma proposto para o dia. Mesmo assim, Esteban Ocon acredita que as quatro grandes estão hoje bem à frente:

– No ano passado, o pelotão inteiro estava dentro do mesmo segundo. Agora, veremos um espaço de tempo maior entre as grandes e os times intermediários – disse o francês.

De fato, a leitura de quem seria “a melhor do resto” é a mais difícil do momento. Apesar de demonstrar força, a Haas sabe que, com o bom desenvolvimento do motor Mercedes, Williams e Alpine podem rivalizar por essa posição. A Williams teve o enorme prejuízo de não participar dos testes de shakedown, mas sua curva de desenvolvimento deve acelerar bastante na próxima semana de pré-temporada no Bahrein.

Entre as novatas, a Audi demonstrou a maior evolução da semana. O carro trouxe upgrades visíveis, com a nova entrada de ar, nova asa traseira e um motor que permitiu maior quilometragem para Nico Hulkenberg e Gabriel Bortoleto.

O brasileiro disse que “paciência” é a palavra-chave durante entrevista exclusiva ao ge.globo no Bahrein, mas a rapidez com que o time alemão está conseguindo progredir em relação a melhorias no carro foi comentada como impressionante inclusive por rivais da Audi – que já pode ter superado Cadillac e Aston Martin, a julgar pelas análises dos primeiros testes.

Como a pré-temporada é curta, teremos apenas mais três dias para avaliar o cenário do que esperar para o GP da Austrália de F1 daqui a menos de um mês. Mudanças no carro não são descartadas: não apenas por causa do descontentamento dos pilotos, em especial nas palavras de Max Verstappen e Lewis Hamilton.

Mas também pela segurança, como explicou Andrea Stella, chefe da McLaren, aos jornalistas presentes no Bahrein: o complicado sistema de largada, o modo ultrapassagem e as “aliviadas de pé” em plena reta são pontos que a FIA deve rever antes do GP em Melbourne, onde o "caos" pode acontecer segundo os próprios pilotos por conta das novidades ainda mal desenvolvidas.

Segundo Stella, é algo fácil de resolver e tornaria também o esporte mais “simples” - o que seria uma ótima notícia em um ano em que a palavra “gerenciamento” de energia tem sido mais usada do que “velocidade”.

 

Fonte/Créditos: Globo Esporte

Créditos (Imagem de capa): Globo Esporte

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