Fiel escudeiro de Jair Bolsonaro(PL), seu ex-ministro do Turismo Gilson Machado distribuiu adesivos com o nome do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) durante o fim de semana de Carnaval. Machado aparece distribuindo o material com a frase "O Brasil está com Flavio Bolsonaro 2026”, e a imagem do senador, que é pré-candidato à Presidência da República. Na postagem, o ex-ministro aproveitou para criticar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva(PT).
“Onde ando sempre me pedem adesivos de @flaviobolsonaro. Sábado de carnaval, meia-noite, antes do trabalho na @brucelose. Fizeram fila para adesivar. Enquanto Lula pula nos blocos, eu faço o meu trabalho de formiguinha”, escreveu Gilson Machado.
Enquanto isso, a oposição faz uma ofensiva contra o petista e o desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, na noite de domingo, no Rio de Janeiro. A agremiação teve como enredo “Do Alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, que conta a trajetória do petista.
Ações na Justiça foram anunciadas pelo senador Flávio Bolsonaro e pelo partido Novo, que alegam abuso de poder político e econômico além de propaganda eleitoral antecipada.
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) declarou que irá protocolar representação no Ministério Público por improbidade administrativa contra Lula e a Acadêmicos de Niterói. O parlamentar também avisou que agirá contra a candidatura de Lula se esta for registrada na Justiça Eleitoral.
A cúpula do Partido Liberal também prepara uma ação. A sigla diz que o desfile "materializou uma série de ilícitos eleitorais que merecem responsabilização” porque “a escola, patrocinada com dinheiro público, promoveu verdadeiro discurso político de exaltação da imagem do pré-candidato Lula”.
Além disso, acusou que houve “inaceitável ataque à imagem” do ex-presidente Jair Bolsonaro, “presente em diversas alas e alegorias da escola, em claro desvio de finalidade, com inequívoca conotação eleitoral e com a indevida construção da narrativa ‘bem x mal’, que sempre marcou as campanhas eleitorais do PT”.
“O uso de conhecido jingle de campanha, a menção repetida ao número de urna, a existência de ala com o símbolo do partido, a exploração de promessas de campanha, a exaltação do governo, e o tratamento depreciativo de segmentos da sociedade vinculados à oposição revelam a evidente conotação político-eleitoral da escola, num precedente exótico e inédito”, acusou o PL.
Fonte/Créditos: O Tempo
Créditos (Imagem de capa): O Tempo

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