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Segunda-feira, 21 de Setembro 2026
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Saúde

EXCLUSIVO: médicos exploram brecha e seguem vendendo implantes anabolizantes após veto para fins estéticos

Documentos, vítimas e ações judiciais revelam como médicos prescrevem, treinam e lucram com implantes hormonais. Atuação explora uma brecha regulatória que é investigada pelo Ministério Público e é alvo de alerta do CFM, mas que ninguém fecha.

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O mercado de implantes hormonais se transformou em um negócio gigante no país. Usando uma brecha regulatória, a base da engrenagem são médicos que implantam, treinam outros profissionais e vendem o produto — faturando de ponta a ponta. Para eles, o implante é vendido pela farmácia de manipulação por cerca de R$ 200 e oferecido às pacientes por valores que partem de R$ 4 mil e podem chegar a R$ 12 mil.

Atualmente, a Anvisa proíbe implantes com hormônios anabolizantes como gestrinona, oxandrolona e testosterona para fins estéticos. O que acontece é que, para seguir no mercado, esses médicos passaram a vender os dispositivos como tratamento para várias doenças como endometriose, Síndrome do Ovário Policístico (SOP), lipedema e até sintomas da menopausa. Porém, em nenhuma delas há evidência de que funcionem. É nessa brecha que o sistema se sustenta.

O g1 teve acesso a notas fiscais, processos judiciais, ações do Ministério Público e relatos de vítimas que revelam como o esquema funciona. Os documentos mostram compras de lotes de centenas de implantes padronizados — prática proibida para farmácias de manipulação — e pacientes que não sabiam que tiveram hormônios anabolizantes introduzidos em seus corpos.

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Diante desse cenário, o Conselho Federal de Medicina avalia que há indícios de irregularidades nesse tipo de prática. O Conselho ainda reforça que o uso desses implantes fora de indicações médicas pode expor pacientes a riscos e escapar dos parâmetros éticos da profissão.

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