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'Guerra secreta' da CIA e invasão armada: o que o governo Trump já fez após classificar grupos como terroristas

Departamento de Estado dos EUA incluiu o PCC e o CV, do Brasil, em lista de terroristas, acendendo o debate sobre soberania nacional.

'Guerra secreta' da CIA e invasão armada: o que o governo Trump já fez após classificar grupos como terroristas
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O Departamento de Estado dos Estados Unidos decidiu designar as facções brasileiras Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como "terroristas globais especialmente designados" e como "organizações terroristas estrangeiras".

 

A decisão confere às organizações criminosas do Brasil o mesmo status jurídico de grupos que foram alvo de duras intervenções de Washington na América Latina, como os cartéis de Sinaloa e Jalisco Nova Geração (CJNG), no México, e a gangue Tren de Aragua na Venezuela.

O histórico recente mostra que a rotulação de terrorismo por parte da Casa Branca pode anteceder o uso de força militar ou de inteligência na região.

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Em solo venezuelano, a estratégia culminou em uma invasão armada com a captura do então presidente, Nicolás Maduro; no México, o enquadramento abriu caminho para uma guerra secreta conduzida pela Agência Central de Inteligência dos EUA (CIA).

Relembre os casos abaixo:

Na madrugada de 3 de janeiro de 2026, agentes da chamada Força Delta dos Estados Unidos entraram em Caracas, na Venezuela, e capturaram o então presidente do país, Nicolás Maduro. Caças norte-americanos também bombardearam bases na capital venezuelana para desestabilizar a defesa.

A justificativa jurídica e política dos EUA para a operação militar em Caracas foi construída a partir justamente do enquadramento do regime bolivariano como uma ameaça terrorista transnacional.

O precedente venezuelano

Antes da invasão à capital venezuelana, o Departamento de Justiça dos EUA já havia indiciado Nicolás Maduro por "narcoterrorismo", sob a acusação de que o governo venezuelano operava em consonância com cartéis de drogas e grupos armados. Maduro nega.

A escalada atingiu o ápice quando Washington converteu as sanções econômicas em um bloqueio naval focado no combate ao tráfico internacional.

👉 A rotulação de terrorismo permitiu à Casa Branca deslegitimar as instituições venezuelanas perante a comunidade internacional e autorizar a ação de forçaMaduro foi então capturado e levado a um centro de detenção federal em Nova York, onde aguarda julgamento por conspiração e tráfico de armas de guerra.

 

"Sob minhas ordens, as Forças Armadas dos Estados Unidos conduziram uma operação militar extraordinária na capital da Venezuela, empregando um poderio militar americano esmagador", declarou Donald Trump em pronunciamento realizado em sua residência em Mar-a-Lago, na Flórida, logo após a captura do líder venezuelano.

 

O precedente mexicano

 

No México, o enquadramento dos cartéis de Sinaloa, Jalisco e a Nova Família Michoacana como organizações terroristas estrangeiras serviu como base para uma ofensiva que misturou pressão diplomática e incursões de inteligência.

Após a morte de Nemesio Oseguera Cervantes, o "El Mencho" — então líder do Cartel Jalisco Nova Geração e o homem mais procurado do mundo —, Trump subiu o tom e afirmou publicamente que o país vizinho "precisava intensificar esforços" contra o crime organizado.

A captura e morte do traficante foi executada por forças especiais locais na cidade de Tapalpa, mas o governo de Cláudia Sheinbaum confirmou que a operação dependeu diretamente de informações estratégicas repassadas pelo governo norte-americano.

A imprensa norte-americana também afirmou que Washington deu início, em paralelo, a uma intervenção de bastidores. Uma reportagem da rede TV CNN Internacional revelou que a CIA vem travando uma ampla guerra secreta em solo mexicano desde 2025.

O objetivo das missões vai além do assassinato ou da captura de lideranças de alto escalão, focando no desmantelamento de redes financeiras e de logística dos cartéis. De acordo com fontes de inteligência, o desenho dessas operações secretas utiliza táticas semelhantes às missões antiterrorismo empregadas pelos EUA no Oriente Médio.

Fonte/Créditos: G1

Créditos (Imagem de capa): G1

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