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Placas novas? Associação que representa os Detrans diz que mudanças podem impor custos ao cidadão

Projeto foi aprovado pela Comissão de Viação e Transportes da Câmara na terça-feira (14). Texto ainda precisará passar por pelo menos uma votação antes de seguir para sanção.

Placas novas? Associação que representa os Detrans diz que mudanças podem impor custos ao cidadão
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A Associação Nacional dos Detrans (AND) disse que recebeu com cautela a aprovação pela Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados do projeto de lei que prevê recolocar nomes dos estados e dos municípios nas placas dos veículos.

O texto, que altera o Código de Trânsito Brasileiro, foi aprovado pelo Senado em junho de 2024.

Na Câmara, ainda precisará ser analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ), o que ainda não tem prazo pra acontecer. Se não for modificado pelos deputados, poderá então seguir para a sanção do presidente da República.

O argumento central da proposta é que a presença da informação sobre o estado e o município auxilia o trabalho de fiscalização, permitindo que as autoridades policiais consigam identificar com mais facilidade a origem de um veículo em situações de roubo, furto - e de infração de trânsito.

Ainda de acordo com a entidade, o atual modelo de placas ainda enfrenta desafios de consolidação e uniformização em todo o país. 

 

"Alterações estruturais neste momento podem ampliar a fragmentação do sistema, gerar inconsistências operacionais e dificultar avanços necessários na padronização", acrescentou a ANP.

Padrão Mercosul

A Placa padrão Mercosul passou a ser obrigatória no Brasil no início de 2020. Desde então, o modelo precisa ser seguido nos emplacamentos de automóveis novos, nas transferências de propriedade (com alteração do município) e nos casos em que a placa antiga tenha sofrido algum dano, furto, roubo ou perda.

Uma das principais características da placa Mercosul é a diferente combinação de sete caracteres alfanuméricos.

Emplacamento

 

O serviço de emplacamento é feito pelos Departamentos Estaduais de Trânsito (Detrans). O custo varia de estado para estado.

No caso dos veículos novos, são comumente cobradas duas taxas: uma inicial, para a solicitação da nova placa, e outra, para a vistoria.

Nos demais casos, com a atualização da placa cinza para o padrão Mercosul e da placa amarela para o modelo atual, é feita uma cobrança só.

Em Minas Gerais, por exemplo, o primeiro emplacamento tem um custo total de R$ 283,71 (taxa inicial de R$ 150,54 + taxa de vistoria de R$ 133,17).

 

Decisão do Supremo

 

Em 2023, o Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu a validade de norma do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), que estabelece que os serviços de fabricação e estampagem de placas de identificação de veículos serão feitos por meio do credenciamento de empresas interessadas sem licitação.

O STF julgou improcedente a ação proposta pela Associação Nacional dos Fabricantes de Placas contra essa resolução do Contran.

A associação alegava que a atuação do Contran seria contrária à autonomia dos estados.

Outro argumento era de que, os Detrans teriam a possibilidade de contratação ilegal e inconstitucional, o que permitiria a instalação de placas de identificação em desacordo com as normas internacionais.

Fonte/Créditos: G1

Créditos (Imagem de capa): G1

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