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Ventos ainda atingem o Sudeste nesta quinta; Sul tem trégua na chuva, mas rios seguem em atenção

Rajadas perdem força após ultrapassarem os 100 km/h, mas ainda podem chegar a cerca de 50 km/h em áreas de São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Mato Grosso do Sul. No Sul, o tempo melhora, mas o nível dos rios ainda pode subir no Rio Grande do Sul.

Ventos ainda atingem o Sudeste nesta quinta; Sul tem trégua na chuva, mas rios seguem em atenção
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Além do caso em Santos, um homem de 50 anos morreu após uma *embarcação de pesca naufragar durante o forte vendaval* que atingiu São Sebastião, no Litoral Norte.

Em Cesário Lange (SP), um *homem de 62 anos morreu* após o carro que dirigia ser atingido por uma árvore de grande porte durante a forte rajada de vento.

No Rio de Janeiro, o *ex-jogador do Botafogo Tássio Maia dos Santos, de 41 anos, foi uma das duas vítimas da queda de um muro em Santa Teresa,* na tarde de quarta-feira, durante uma forte ventania. O desabamento também atingiu um carro na Rua Doutor Júlio Otoni. A segunda vítima ainda não foi identificada.

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Depois de *rajadas acima dos 120 km/h* provocarem mortes, quedas de árvores, destelhamentos, apagões e interrupções no transporte, algumas áreas do Sul e do Sudeste ainda podem registrar *ventos fortes* nesta quinta-feira (30).

Na quarta-feira (29), cinco pessoas morreram por conta da ventania, *três em São Paulo e duas no Rio de Janeiro*. Há uma pessoa desaparecida, também no Rio de Janeiro.

🟢 A tendência, porém, é de que as rajadas *percam intensidade e fiquem bem abaixo* das registradas na última quarta.

*A frente fria que avançou pelo Centro-Sul do país já se desloca em direção ao oceano, na altura dos litorais de São Paulo e do Rio de Janeiro.*

O sistema ainda muda o tempo em parte do Sudeste, favorece a formação de muitas nuvens e mantém *rajadas moderadas* em áreas próximas da costa.

➡️ Os ventos mais fortes desta quinta-feira devem alcançar *cerca de 50 km/h em* pontos de:

- São Paulo;
- Rio de Janeiro;
- Espírito Santo;
- Mato Grosso do Sul;
- e no litoral da Região Sul.

O *Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet)* mantém um aviso de *perigo potencial* para ventos costeiros até as *23h59* desta quinta-feira (30).

O alerta vale para áreas do sul da Bahia, do Espírito Santo e do litoral do Rio de Janeiro, incluindo as Baixadas e o Norte Fluminense.

O aviso amarelo é o grau mais baixo na escala do Inmet. Veja:

 

  • 🟡 Amarelo: perigo potencial
  • 🟠 Laranja: perigo
  • 🔴 Vermelho: grande perigo

 

❗Apesar da diminuição da força das rajadas, ainda é preciso ter atenção em áreas próximas a árvores, postes, placas, telhados frágeis e estruturas que possam ter sido danificadas.

Os ventos vão continuar fortes?

 

A tendência é de enfraquecimento das rajadas mais intensas com o passar das horas.

Segundo César Soares, meteorologista da Climatempo, o Sudeste estava sob forte calore tempo seco antes da chegada da frente fria. Ao mesmo tempo, o Sul do país já recebia ar mais frio e úmido.

“Basicamente, o Sudeste do Brasil estava muito quente e seco, em grande contraste com o que ocorria no Sul do país, onde havia a formação de uma frente fria que conseguiu se deslocar para outras regiões”, explica.

 

O ar mais frio que acompanhava o sistema avançou para áreas dos litorais de São Paulo e do Rio de Janeiro e encontrou uma camada de ar muito mais quente próxima da superfície.

Esse encontro brusco ajudou a intensificar o deslocamento do ar e a formar uma faixa de rajadas fortes antes da chegada da chuva.

📝 ENTENDA: na meteorologia, esse tipo de vento mais organizado que se forma à frente de uma frente fria é chamado de frente de rajada.

 

“É o que chamamos de contraste entre duas massas de ar com propriedades muito diferentes. Nesse processo, ocorre a formação de ventos muito intensos, que, na meteorologia, recebem o nome de frente de rajada”, afirma Soares.

 

Esse tipo de rajada pode atingir várias cidades em sequência. Nem sempre o local que registra o vento mais forte recebe chuva intensa, porque o ar frio pode avançar antes das nuvens mais carregadas.

👉 Foi o que ocorreu em parte de São Paulo e do Rio de Janeiro: a chegada do ar frio encontrou temperaturas elevadas e provocou uma mudança rápida no tempo.

 

Na cidade do Rio de Janeiro, os termômetros chegaram a 35,8°C na quarta-feira. Poucas horas depois, a entrada da frente fria derrubou a temperatura, aumentou a quantidade de nuvens e provocou ventos muito fortes.

No Aeroporto do Galeão, as rajadas chegaram a 105 km/h.

Agora, depois da entrada do ar frio, a atmosfera começa a resfriar. Com isso, diminui o contraste de temperatura e umidade que ajudou a tornar o vento tão intenso.

 

“Agora, a tendência é de resfriamento da atmosfera. Nesse processo, os ventos naturalmente perdem força porque já não há um contraste térmico e de umidade tão grande”, afirma Soares.

 

Fonte/Créditos: G1

Créditos (Imagem de capa): G1

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