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Violência, guerrilhas e Congresso fragmentado: os desafios do próximo presidente da Colômbia; país vai às urnas no domingo

Colombianos vão às urnas neste domingo (31) para escolher o sucessor de Gustavo Petro. Escolhido terá que lidar com Legislativo fragmentado e com grupos guerrilheiros que se recusaram a entregar as armas.

Violência, guerrilhas e Congresso fragmentado: os desafios do próximo presidente da Colômbia; país vai às urnas no domingo
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Os colombianos se preparam para ir às urnas neste domingo (31) na eleição que vai decidir quem será o próximo presidente do país.

Como a Constituição proíbe a reeleição em mandatos consecutivos, Gustavo Petro, o primeiro presidente de esquerda da Colômbia e atual incumbente, está fora da disputa. Ele tenta eleger Iván Cepeda, do partido Pacto Histórico, como sucessor.

A disputa deve se dar com o representante da extrema direita, Abelardo de la Espriella, que se vende como candidato "antissistema", e com Paloma Valencia, herdeira política do direitista Álvaro Uribe.

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Caso nenhum candidato supere a marca de 50% dos votos, o segundo turno está marcado para 21 de junho.

O vencedor do pleito, qualquer que seja, vai ter que lidar com uma série de desafios, num país ainda profundamente afetado pela guerrilha, mesmo dez anos após a dissolução das Farc, e com um panorama político mais fragmentado que de costume.

Saiba quais serão as principais dificuldades a serem enfrentadas no próximo mandato:

 

  • Legislativo fragmentado

 

Em 8 de março passado, os colombianos foram às urnas para renovar o Parlamento do país, composto por 183 deputados e 103 senadores.

Numericamente, o Pacto Histórico, partido de esquerda encabeçado por Petro, conquistou a maior parte das cadeiras — foram 36 assentos (20,6%) da Câmara e 25 (22,7%) do Senado.

Em seguida, o Partido Liberal (centro-esquerda) e o Centro Democrático (direita conservadora) se alternam na segunda e terceira posição das duas Casas. Trinta e duas siglas completam a lista de representação na Câmara, e oito também elegeram senadores.

O resultado é um Legislativo profundamente fragmentado, sem maioria clara para nenhum dos postulantes à Presidência, que se verão obrigados a ceder aos interesses de outros partidos e formar uma coalizão para um governo estável.

A falta de apoio do Congresso dificultou o governo de Gustavo Petro, que teve diversas propostas de reformas barradas.

 

  • Violência

violência urbana cresceu em várias regiões do país, a exemplo de países vizinhos, como Peru e Equador, e se tornou uma preocupação real dos eleitores.

Fonte/Créditos: G1

Créditos (Imagem de capa): G1

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