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Terça-feira, 20 de Outubro 2026
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Futebol / Corinthians

Análise: da estratégia à execução, Corinthians abusa dos erros e decepciona na primeira final

Dorival toma decisões questionáveis, e trio GYM passa apagado em decisão contra o Vasco

Análise: da estratégia à execução, Corinthians abusa dos erros e decepciona na primeira final
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O Corinthians fez, justamente na primeira final da Copa do Brasil, a sua pior partida nesta edição do torneio. No empate em 0 a 0 com o Vasco, na Neo Química Arena, a equipe abusou dos erros: da estratégia à execução, de Dorival Júnior a Yuri Alberto.

A decisão segue totalmente em aberto, mas o Corinthians desperdiçou chance valiosa de largar em vantagem com o apoio da sua torcida. Para conquistar o tetra, domingo, no Maracanã, será preciso jogar muito mais.

A tensão da final e o desgaste físico do fim de temporada não são suficientes para explicar um desempenho tão decepcionante da equipe.

Vindo de boas atuações em três dos quatro tempos das semifinais contra o Cruzeiro, o Corinthians foi a campo com novidades. A entrada de Raniele e Garro eram até esperadas - até porque eles melhoraram o time quando entraram no último domingo. Porém, surpreendeu a saída de Maycon e não de José Martínez para a entrada do volante.
Raniele se posicionou à frente da defesa não na linha dos zagueiros, como atuou em diversos momentos na temporada. Assim, os laterais ficaram mais contidos e participaram pouco do jogo ofensivamente.

Pela esquerda, Martínez ofereceu quase nada quando o time tinha a bola, sobrecarregando Breno Bidon e Rodrigo Garro, pouco inspirados.

Nesse cenário, o time teve muita dificuldade para se aproximar do gol do Vasco e deu apenas três finalizações na etapa inicial - nenhuma no gol.

A única boa chance nos primeiros 48 minutos veio com uma das principais armas desse Corinthians: a bola parada. Aos 25, Garro cobrou falta na área, e a bola sobrou para Memphis, que mandou para o gol, mas em impedimento
A expectativa era por mudanças no intervalo, mas o time voltou do vestiário sem substituições. Dorival foi mexer cinco minutos depois, quando colocou André Carrillo e Maycon. As entradas eram previsíveis, mas uma das saídas, não. Breno Bidon podia não estar em jornada inspirada, mas havia piores.

Por que não repetir Maycon como primeiro volante, qualificando a saída de bola? Por que sacar Memphis e não Yuri Alberto, que esteve em noite péssima? Por que não recuar um meio-campista e liberar os laterais, como aconteceu em tantos momentos nessa temporada?

As escolhas de Dorival suscitam muitas questões, embora não seja justo apontar o técnico como único culpado pela má atuação.

O time esteve espaçado e lento na troca de passes, teve uma posse de bola pouco produtiva e irritou seu torcedor com erros bobos.
Estatísticas da partida - Corinthians x Vasco
Posse de bola: 54% x 46%
Finalizações: 7 x 12
Finalizações no alvo: 2 x 1
Passes completos: 437 x 312
Passes incompletos: 90 x 74
Desarmes: 16 x 15
Dribles: 1 x 4
Faltas cometidas: 10 x 18
Escanteios: 2 x 5
No domingo, o Vasco deve sair mais para o jogo e, assim, oferecer mais espaços para o Corinthians atacar. Será preciso repensar a estratégia e também a postura. Competir mais e errar menos. Esse time já mostrou que tem mais a oferecer.

Fonte/Créditos: Globo Esporte

Créditos (Imagem de capa): Globo Esporte

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