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Terça-feira, 20 de Outubro 2026
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Futebol / Corinthians

Análise: em último teste, Corinthians deixa questões a resolver para clássico decisivo

Timao vai mal contra o Bahia e tem problemas às vésperas de enfrentar o São Paulo: definir esquema ideal, encontrar substituto para Moscardo

Análise: em último teste, Corinthians deixa questões a resolver para clássico decisivo
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Depois de uma boa sequência que incluiu classificações em Copa do Brasil e Sul-Americana, o Corinthians viu uma pausa em sua evolução no insosso empate sem gols com o Bahia, neste sábado, na Arena Fonte Nova, pela 19ª rodada do Campeonato Brasileiro.

O time que entrou em campo em Salvador deve ser praticamente o mesmo que vai enfrentar o São Paulo na terça-feira, em Itaquera, pelo jogo de ida das semifinais da Copa do Brasil: com o reforço do artilheiro Róger Guedes, é verdade, mas com perguntas que precisam de respostas em pouquíssimo tempo.

Com ou sem Guedes, que cumpriu suspensão neste sábado, o Corinthians ainda apresenta dificuldades: diante do Bahia, por exemplo, o sistema com três zagueiros não funcionou e a linha ficou muito distante do meio-campo – com Giuliano de primeiro volante –, cedendo espaços ao rival.

Ainda assim, são quatro jogos sem perder, e o empate saiu de ótimo tamanho pelo desempenho, pelo confronto direto e por impedir o rival de se afastar do Z-4.

Qual será a melhor formação?

 

Contra o Bahia, Luxa apostou na formação com três zagueiros que deu certo em alguns momentos da sequência recente, mas não teve uma peça que já virou fundamental: o volante Gabriel Moscardo, de 17 anos, que costuma cobrir uma grande área entre a defesa e o meio-campo e é arma na saída de bola.

Neste sábado, foi Giuliano quem teve essa missão, tentando buscar a bola com Bruno Méndez, Gil e Murillo e acionar Fausto Vera, Renato Augusto e Rojas. O time ficou mais técnico, mas com menor capacidade de recomposição. Era preciso ter a bola, e o Timão não a teve: assim, ficou um buraco entre as duas primeiras linhas.

Por ali, o Bahia teve amplo domínio do primeiro tempo, principalmente por meio de Cauly e Ademir, e só não abriu o placar porque foi mal nas finalizações – Cássio quase não precisou trabalhar.

Na segunda etapa, percebendo o problema, Luxemburgo voltou com Adson e Ruan Oliveira nas vagas de Fagner e Giuliano, recompondo a linha de quatro defensores e deixando Fausto mais preso. O time se arrumou e melhorou, conseguindo trocar mais passes e apostando em contra-ataques.

No melhor deles, porém, Adson se enrolou na tomada de decisão com Biro e Yuri Alberto livres e demorou demais para tocar. Foi pouco para buscar uma vitória fora de casa.

Contra o São Paulo, em Itaquera, o Corinthians sofrerá se repetir o que fez neste sábado: espaço entre as linhas é tudo o que o rival quer para criar e municiar Calleri, seu artilheiro. Luxa, porém, deixou abertas as duas possibilidades de escalação para "não dar armas" ao adversário.

E o Moscardo?

 

Aos 17 anos, o garoto já se tornou peça-chave do esquema do Corinthians mesmo com apenas um mês de profissional. Em recuperação de cirurgia de apendicite realizada na quinta-feira, ele dificilmente terá condições de jogo e vai gerar enorme dúvida na cabeça de Luxemburgo.

Giuliano, como primeiro volante, não rendeu diante do que foi proposto: o Corinthians teve apenas 44% de posse de bola contra o Bahia e foi empurrado para trás, impedindo que seus jogadores mais técnicos pudessem trocar passes e armar jogadas.

Contra o São Paulo, a opção mais provável é a de Fausto Vera à frente da zaga, com opções sobre a formação da zaga: se Bruno Méndez começar no banco e o Timão entrar com linha de quatro defensores, haverá lugar para Ruan Oliveira no meio-campo. Ou Maycon, que vem retomando espaço nos últimos jogos e fez até gol na Sul-Americana, contra o Universitario.

Rojas e Renato Augusto estarão bem?

 

Tudo, porém, dependerá das condições físicas dos dois principais armadores do Corinthians. Matías Rojas saiu no segundo tempo contra o Bahia por causa de um trauma no pé esquerdo – ele será reavaliado no domingo para saber a extensão do problema.

Renato Augusto foi substituído pouco depois, mancando, mas sem sinais de qualquer problema mais sério. No entanto, é com ele que o Corinthians tem o maior cuidado possível antes da decisão – o camisa 8 jogou por 70 minutos e mostrou boa mobilidade.

Sem um deles (ou os dois), o Corinthians fica mais limitado. E contra o Bahia, a prévia não foi boa: após a saída da dupla, o time rival martelou, rondou a área e só não venceu porque Fausto Vera salvou uma bola de Thaciano em cima da linha, nos acréscimos do segundo tempo.

Contra o São Paulo, será preciso mostrar mais: o torcedor não vai querer depender de uma grande atuação defensiva e "só" empatar. Afinal, vencer o jogo de ida é vital se o Corinthians quiser avançar à final da Copa do Brasil.

Fonte/Créditos: Globo Esporte

Créditos (Imagem de capa): Globo Esporte

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