O treinador do sub-20 do Corinthians, William Batista, comandará o time principal no clássico contra o Palmeiras, sucedendo o técnico que considera uma referência para a própria carreira.
William conheceu Fernando Diniz em 2016, quando era técnico do sub-17 do Atibaia. Admirador do trabalho do treinador que, naquela época, despontava no Audax, o jovem teve a oportunidade de fazer um estágio de três dias com o ídolo.
— A gente olhava o Audax dele e se maravilhava. O meu Atibaia copiava o jeito do time do Diniz jogar — contou William em entrevista recente ao ge.
Eles se reencontraram dez anos depois no Corinthians. O destino quis, contudo, que William tivesse a terceira oportunidade da carreira em uma equipe profissional sucedendo o ídolo, já que a diretoria ainda não fechou com o novo titular do cargo.
O interino do Timão treinou o América-MG e levou o time à final do Campeonato Mineiro de 2025 contra o Atlético-MG.
Antes, havia comandado o Vasco em cinco jogos como interino em 2023 e 2024, mas se destacou mesmo pelo desempenho na base.
O técnico acumulou mais títulos do que derrotas na base vascaína. Foram cinco campeonatos conquistados e só quatro derrotas.
Em 28 jogos nos times profissionais de América-MG e Vasco, William tem dez vitórias, oito empates e dez derrotas - aproveitamento de 45,2%.
William chegou ao Corinthians em agosto de 2025, assumindo o time sub-20, em um momento de muita dificuldade da base corintiana.
Ele participou da reformulação que dispensou 216 atletas da base, de diversas categorias. Muitos deles contratados na gestão anterior, do ex-presidente Augusto Melo.
Depois de cair na segunda fase da Copa São Paulo de Futebol Júnior, diante do Guarani, William levou o Corinthians às quartas de final do Brasileirão Sub-20, melhor campanha do clube desde 2023, e também avançou ao mata-mata do Paulistão da categoria.
Em 44 partidas à frente do sub-20, William tem 24 vitórias, nove empates e 11 derrotas - aproveitamento de 61%.
Carreira
No início da trajetória no futebol, muito antes do Corinthians, William tentou se consolidar como jogador nos gramados da Europa. Em Portugal, porém, sofreu lesões e não conseguiu se desenvolver como esperava.
Foi durante a passagem pela Europa que William começou a enxergar o esporte de outra maneira. Nos tempos em que defendia o Rio Ave, organizava torneios de Brasfoot com companheiros de equipe no alojamento e passou a se interessar pela função de comandar um time.
Lançado em 2003, o Brasfoot é um clássico jogo brasileiro de gerenciamento de clubes de futebol, para computadores e celulares.
No game, William gostava de montar elencos mesclando jovens e experientes. A brincadeira, aos poucos, despertou uma curiosidade que viria a se transformar em profissão.
Altos e baixos marcaram a transição de William dos gramados para a carreira de treinador. Antes de chegar a um grande clube, passou pelo Atibaia e, para conseguir pagar a faculdade de Educação Física, precisou trabalhar como motorista de aplicativo.
— Eu me sinto muito feliz e realizado no Corinthians. É um clube no qual eu tinha muito desejo de trabalhar e que também envolve um desejo familiar. Olho para trás e vejo que o caminho foi difícil: passei por clubes menores, fiquei um ano desempregado, fui para a Chapecoense, depois América, Vasco, Red Bull e, agora, Corinthians. Estar aqui é motivo de muita honra e orgulho — declarou William na entrevista ao ge.
Fonte/Créditos: GE
Créditos (Imagem de capa): GE
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