O fato de não ter batido a meta de R$ 250 milhões em vendas em 2026 foi um risco calculado pelo Flamengo. Com cerca de R$ 170 milhões arrecadados no ano em negociações, o clube poderia ter alcançado a previsão orçamentária se tivesse aceitado uma ou duas das ofertas que recebeu na última janela.
Três jogadores considerados titulares tiveram na mesa propostas oficiais entre junho e julho. A Roma, da Itália, ofereceu 25 milhões de euros (cerca de R$ 140 milhões) por Samuel Lino, conforme revelado pelo site "Coluna do Fla" e confirmado pelo ge. O Besiktas, da Turquia, chegou com 10 milhões de euros fixos (aproximadamente R$ 58 milhões) por Léo Pereira. E na Inglaterra, o Aston Villa propôs 9 milhões de euros (pouco mais de R$ 53 milhões na cotação da época) por Emerson Royal, que vem sendo o titular da equipe na Libertadores.
Mas a decisão da diretoria foi não abrir mão de peças consideradas importantes e assumir o risco financeiro para tentar buscar um feito inédito: conquistar o bicampeonato brasileiro e da Libertadores em dois anos seguidos. O Flamengo é o líder da Série A faltando 10 rodadas para o fim e está na semifinal do torneio continental.
Além de Lino, Léo Pereira e Royal, o Flamengo também recusou duas propostas, cada uma de 10 milhões de euros (cerca de R$ 58 milhões), por João Victor: uma do Grupo City e outra do Parma, da Itália. Diferentemente do trio, o zagueiro de 19 anos ainda é pouco aproveitado no time principal. A diretoria decidiu não vendê-lo por acreditar que o jovem tem potencial para jogar no profissional no futuro e se valorizar no mercado.
Em caso de título da Libertadores, o Flamengo lucraria cerca de R$ 90 milhões a mais do que o orçado para o torneio, valor suficiente para cobrir a diferença na meta não batida de vendas. Por outro lado, um eventual rombo financeiro, aliado ao risco de perder o seu patrocinador master, pode forçar o clube a negociar jogadores importantes do elenco logo no início de 2027.
— Nós estamos a trabalhar sobre vários cenários. Isso vai ter implicação em todo o planejamento do futebol. Nos piores cenários, podemos ter que ir para a venda de jogadores e a não reposição. Pode acontecer termos que vender os jogadores para termos esse dinheiro para pagarmos os compromissos que temos. Porque nós não vamos ficar devendo esse dinheiro que temos que pagar, até porque depois tem implicações, transfer bans e essas coisas todas — disse o diretor de futebol José Boto, em entrevista coletiva na semana passada no Ninho do Urubu.
Fonte/Créditos: GE
Créditos (Imagem de capa): GE
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