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Na manhã desta segunda-feira (17), a Câmara Municipal de Osasco realizou a Palestra Novembro Roxo, cujo intuito era discutir a saúde de bebês prematuros. O evento faz parte das atividades do Dia Mundial da Prematuridade e do Dia Municipal de Sensibilização para a Causa da Prematuridade - Novembro Roxo, uma iniciativa do vereador Josias da Juco (PSD).
As palestras foram ministradas pela nutricionista Tatiana Lobo e pela médica pediatra Luciana Miguel.
Ao abrir o evento, Josias enfatizou a importância da prevenção na saúde desses pequenos pacientes. Suzete Franco, subsecretária de Saúde de Osasco, elogiou o vereador pela escolha do tema e falou do acerto da Câmara em discutir esse tema. “É desafiador receber um bebê antes do tempo”, resumiu Suzete.
Segundo Tatiana, um em cada 10 bebês nasce prematuro no Brasil. “A estatística coloca o Brasil no top 10 de países com ocorrência de prematuridade no mundo. Essa é a maior causa de mortalidade infantil até os cinco anos de idade”, disse a nutricionista. “Conforme os dados do Ministério da Saúde, são 300 mil partos prematuros no Brasil por ano, 1100 deles em Osasco”.
Para ajudar famílias a enfrentar esse cenário tão difícil, a nutricionista fundou uma ONG para esclarecer a população sobre o assunto. Tatiana tem conhecimento de causa, pois ela mesma teve duas gestações encerradas de forma prematura. A ONG fundada por ela ajuda em treinamentos, cursos e auxilia na criação de políticas públicas em saúde.
Aleitamento e prevenção
Com quase nove anos de atuação na saúde pública em Osasco, a pediatra Luciana Miguel abordou maneiras de ajudar esses bebês a terem um nascimento e uma qualidade de vida melhor após o parto.
“Essa não é uma vivência habitual, é uma situação a ser prevenida a todo custo. Cuidados integrados, envolvendo melhorias na saúde da mãe, exames pré-natais e até a nutrição familiar podem ajudar esse recém-nascido a ter um melhor nascimento e uma vida sem sequelas”, explicou a médica.
De acordo com a pediatra, a presença da família é fundamental para o desenvolvimento desse prematuro ainda na incubadora do hospital: “Há estudos mostrando a relação entre o crescimento do bebê e a presença dos pais. Esse bebê precisará de acompanhamento intenso até os dois anos de idade”, acrescentou Luciana.
Fonte/Créditos: Câmara Municipal de Osasco
Créditos (Imagem de capa): Câmara Municipal de Osasco
