Apesar de o presidente Jair Bolsonaro (PL) permanecer em silêncio após a sua derrota no segundo turno para o petista Luiz Inácio Lula da Silva nesse domingo, aliados têm a expectativa de que o mandatário se manifeste publicamente nesta segunda-feira. Desde o início do funcionamento das urnas eletrônicas nas eleições presidenciais, em 1998, esta é a primeira vez que um candidato evitou fazer declarações públicas após o resultado.
Pessoas próximas ao presidente aguardam que ele faça um pronunciamento ainda nesta segunda-feira, mas não arriscam dizer se ele cumprirá o protocolo de candidato derrotado e telefonará para Lula.
Na reta final do segundo turno, Bolsonaro disse em entrevista à TV Globo que "quem tiver mais votos leva", porque "é isso que é a democracia".
Durante a campanha, o presidente já havia afirmado que só falaria sobre o resultado das urnas após se conversar com militares. As Forças Armadas fizeram ações de fiscalização nas seções eleitorais durantes o primeiro e segundo turno.
Aliados reconhecem
Diante do silêncio de Bolsonaro, parte dos seus aliados já foram a público para reconhecer a derrota. Personagem simbólico da ala ideológica do bolsonarismo, o ex-ministro do Meio Ambiente e deputado federal eleito Ricardo Salles (PL-SP) foi um dos primeiros aliados próximos do presidente a reconhecer publicamente a derrota. Num tom sóbrio, ele foi às redes sociais para pedir serenidade.
"O resultado da eleição mais polarizada da história do Brasil traz muitas reflexões e a necessidade de buscar caminhos de pacificação de um País literalmente dividido ao meio. É hora de serenidade", escreveu.
Um dos principais conselheiros de Bolsonaro, o pastor Silas Malafaia também admitiu a legitimidade da vitória do petista Luiz Inácio Lula da Silva (PT), eleito presidente da República para o terceiro mandato.
"A vontade soberana do povo se estabeleceu. Não fui omisso nem covarde, tenho minha consciência limpa do meu dever cumprido. A minha oração, como diz a Bíblia, é interceder pelas autoridades constituídas", escreveu ele em suas redes sociais.
Depois, ao GLOBO, ele rechaçou possibilidade de apoiar qualquer contestação ao resultado das eleições:
— Cada um é responsável por seus atos. Eu não posso responder por Bolsonaro. Quando alguém diz que não reconhece o resultado de uma eleição, ele tem que ter provas terrivelmente consubstanciosas para fazer essa declaração.
Fonte/Créditos: oglobo.globo.com

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