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O Vereador Prof. Naldo afirma que sua propositura é uma forma de quebrar o preconceito contra as pessoas que vivem nestes territórios, “A favela, é lugar carregado de estigmas, de negação, muitas vezes chamada de “Comunidade que é puro eufemismo, o mais rotineiro é “Periferia”, que serve para generalizar, mas os “apelidos” servem para evitar chamar pelo seu nome, que é favela”. Para Vereador não chamar a favela de favela é uma tentativa de esconder a realidade, “Isto tem um objetivo bem calculado pela classe dominante; se não há favela,não tem problema, e se não há problema não precisa de solução, como; falta de moradia digna, falta de saneamento básico, falta de escola, creches, postos de saúde, áreas de lazer e a falta do Estado”. Continua o Prof. Naldo, “Se não a chamamos pelo seu nome, favela, contribuímos para a sua invisibilidade, pelo apagamento, silenciamos, escondemos, fingimos que ela não existe”.
Para o Vereador Prof. Naldo a classe dominante e o Estado não têm preocupação com as favelas, “Apesar da classe dominante “dizer não”, a favela produz forças criadoras, que “teimam” em se reerguer a cada contra tempo, a cada obstáculo, E suas soluções é resultado, são frutos da sua realidade vivida e não da realidade de outros.” Continua o Vereador, “A solução aparece nas transformações do espaço, na vida cultural, na solidariedade, nas alternativas de transpor a pobreza, de explorar um consumo a partir das necessidades mais prioritárias, o que seu pouco dinheiro possa comprar. Muitas vezes se articulam para interferir nas decisões daqueles que afetam suas vidas, como o poder público, que se mostra insensível com seus problemas”.
O Vereador conclui afirmando, “Me chama pelo meu nome Favela, que é autorreconhecimento, o orgulho, o reconhecimento do ser seleiro de esportistas, poetas, artistas, cantores, etc. Sem esquecer que, “O maior show da terra” e realizado pela favela, o desfile das Escolas de Samba. Mil vezes Favela”.

Fonte/Créditos: Assessoria vereador Naldo
