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Sábado, 19 de Setembro 2026
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Política

Defesa de Vorcaro pede fim da prisão preventiva e cita indefinição sobre caso Master no STF

Dono do extinto Banco Master está preso há mais de seis meses no 19º Batalhão da Polícia Militar no Distrito Federal, conhecido como Papudinha.

Defesa de Vorcaro pede fim da prisão preventiva e cita indefinição sobre caso Master no STF
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A defesa do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master, pediu nesta sexta-feira (18) a revogação da prisão preventiva dele decretada no âmbito da Operação Compliance Zero, que apura uma rede de crimes envolvendo a instituição financeira.

Vorcaro foi preso pela segunda vez há mais de seis meses e atualmente ocupa uma cela no 19º Batalhão da Polícia Militar no Distrito Federal, conhecido como Papudinha.

Segundo a Polícia Federal, o ex-banqueiro seria o líder de uma organização criminosa para captação de recursos ilícitos e teria montado uma rede de monitoramento e influência, com potencial infiltração nas mais elevadas instâncias de diversas instituições da República.

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🔎O pai dele, Henrique Vorcaro e o cunhado, Fabiano Zettel, também pediram a revogação das respectivas prisões.

Os pedidos vão ser analisados pelo ministro André Mendonça, relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF).

No pedido, os advogados do ex-banqueiro alegam ao Supremo que o prazo de 90 dias para reavaliação dos elementos para a prisão, como determina o Código de Processo Penal, venceu no fim de agosto e não houve análise pelo tribunal sobre se os critérios para a manutenção da medida permanecem válidos.

Além disso, citam a indefinição da sessão do STF que decidiria se o ministro Alexandre de Moraes deveria ser investigado pelo seu suposto envolvimento no caso Master.

A defesa alega ainda que Vorcaro tem tentado cooperar com as investigações e com a Justiça.

As propostas de delação do banqueiro foram rejeitadas pela Polícia Federal (PF) e pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por serem consideradas insuficientes. Os advogados, no entanto, tentam reabrir as negociações.

"As oportunidades de se manifestar verbalmente foram escassas, mas em todas elas o peticionário [Vorcaro] se colocou à disposição das autoridades e reiterou o desejo de colaborar formalmente, oferecendo-se para relatar os fatos de que tem conhecimento, inclusive para otimização das investigações".

Ao assumir a relatoria do caso que discute a possível abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes, Edson Fachin, presidente da Corte, também determinou que processos relacionados ao Master e ao caso do INSS fossem encaminhados à Presidência, suspendendo a tramitação enquanto a Corte discute quem deve conduzir essas apurações.

Os advogados afirmam que a sessão não resolveu o dilema sobre qual será o órgão competente e qual será o relator para analisar matérias relacionadas ao caso Master.

Um pedido de vista do ministro Flávio Dino suspendeu o julgamento de terça-feira (15), e adiou a sessão marcada para a próxima quarta (23).

Outros pedidos

A defesa de Henrique Vorcaro, pai do ex-banqueiro, pediu a revogação da prisão dele na quarta-feira (16). Os advogados afirmam que Henrique está preso há mais de 90 dias e que o Supremo Tribunal Federal (STF) não julgou até o momento nenhum recurso contra a prisão.

Henrique Vorcaro foi preso em maio deste ano sob suspeita de integrar o chamado “núcleo violento” do grupo criminoso associado ao banqueiro preso, segundo uma fonte da Polícia Federal.

Em junho, o STF confirmou e manteve a prisão preventiva. A operação mirou os nucleos conhecidos como "A Turma" e "Os Meninos", responsáveis por crimes de intimidação, coerção, obtenção de informações sigilosas e invasões a dispositivos informáticos.

Fonte/Créditos: G1

Créditos (Imagem de capa): G1

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