Aguarde, carregando...

Sábado, 19 de Setembro 2026
MENU
Mundo

Venezuela negocia transferência de US$ 4 bilhões em ouro para NY, diz jornal

Segundo o Financial Times, acordo entre governo e oposição pode encerrar disputa de sete anos sobre reservas mantidas no Banco da Inglaterra.

Venezuela negocia transferência de US$ 4 bilhões em ouro para NY, diz jornal
A-
A+
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.
GOOGLE Não perca nossas próximas notícias

Adicione nosso site às suas fontes preferidas para acompanhar nossas notícias. 📰

O governo da Venezuela e a oposição estão perto de fechar um acordo para transferir as reservas de ouro do banco central venezuelano, avaliadas em cerca de US$ 4 bilhões (cerca de R$ 21,8 bilhões), do Banco da Inglaterra para o Federal Reserve Bank de Nova York, informou o Financial Times nesta quinta-feira.

Segundo o jornal britânico, a proposta em discussão prevê que o governo interino liderado por Delcy Rodríguez obtenha o controle legal sobre o ouro, mas sem autorização para vender imediatamente os ativos. De acordo com pessoas familiarizadas com as negociações ouvidas pelo Financial Times, as reservas poderiam ser usadas como garantia para a obtenção de empréstimos destinados a financiar gastos públicos e a reconstrução do país após os terremotos que atingiram a Venezuela em junho.

Ainda segundo o Financial Times, o acordo representaria um dos primeiros resultados concretos das negociações entre o governo interino e a oposição, processo que conta com apoio dos Estados Unidos e busca criar condições para a realização de novas eleições no país.

Publicidade

Leia Também:

Se for concluído, o entendimento encerrará uma disputa que se arrasta há sete anos. O impasse começou em 2019, quando Estados Unidos, Reino Unido e outros países reconheceram Juan Guaidó, então presidente da Assembleia Nacional, como legítimo chefe de Estado da Venezuela.

Desde então, a oposição reivindica o controle das barras de ouro armazenadas nos cofres do Banco da Inglaterra. A disputa chegou a ser analisada pela Suprema Corte do Reino Unido, segundo o Financial Times.

O jornal ressalta, porém, que as negociações ainda não foram finalizadas e que detalhes técnicos permanecem em discussão, o que pode prolongar o processo.

De acordo com o Financial Times, a possível transferência das reservas é mais um passo na reaproximação internacional com a Venezuela. Após a operação conduzida pelos Estados Unidos que resultou na prisão do então presidente Nicolás Maduro, em janeiro, Washington afrouxou parte das sanções econômicas impostas ao país.

O Financial Times também destaca que, em abril, o Fundo Monetário Internacional (FMI) retomou relações oficiais com a Venezuela após sete anos, permitindo ao governo em Caracas acessar recursos mantidos junto à instituição.

Ouro sob supervisão

No mês passado, governo e oposição anunciaram que trabalhavam para desbloquear o acesso às 31 toneladas de ouro armazenadas no Banco da Inglaterra.

Segundo o Financial Times, líderes oposicionistas insistem na criação de mecanismos de controle para evitar o uso indevido dos ativos. Uma fonte da oposição envolvida nas negociações disse ao jornal que o ouro seria transferido para os Estados Unidos, mas que Delcy Rodríguez não teria acesso direto às reservas.

"O ouro vai para os Estados Unidos, mas Delcy não terá acesso direto. Haverá supervisão e restrições", afirmou a fonte ao Financial Times.

Reaproximação com o Reino Unido

As negociações acontecem em meio à retomada das relações diplomáticas entre Reino Unido e Venezuela. Segundo o Financial Times, os dois países concordaram nesta semana em elevar o nível das relações bilaterais, com o retorno de um embaixador britânico a Caracas.

O governo britânico afirmou apoiar as conversas sobre novas eleições na Venezuela. Já Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional e líder da delegação governista nas negociações, esteve em Londres nos últimos dias e afirmou nas redes sociais que haveria "boas notícias" para o povo venezuelano após reuniões com autoridades britânicas, informou o jornal.

Procurados pelo Financial Times, o Banco da Inglaterra, o governo venezuelano e representantes da oposição evitaram comentar as negociações em andamento. O banco central britânico afirmou apenas que não poderá agir até que uma decisão judicial defina quem possui autoridade legal sobre a conta que abriga as reservas venezuelanas.

Fonte/Créditos: G1

Créditos (Imagem de capa): G1

Comentários

O autor do comentário é o único responsável pelo conteúdo publicado, inclusive nas esferas civil e penal. Este site não se responsabiliza pelas opiniões de terceiros. Ao comentar, você concorda com os Termos de Uso e Privacidade.

Não possui uma conta?

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!
Termos de Uso e Privacidade
Esse site utiliza cookies para melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar o acesso, entendemos que você concorda com nossos Termos de Uso e Privacidade.
Para mais informações, ACESSE NOSSOS TERMOS CLICANDO AQUI
PROSSEGUIR