Alvo de críticas dos adversários pela ausência no primeiro debate da corrida presidencial, na Band, o senador Flávio Bolsonaro (PL) utilizou as redes sociais neste domingo para justificar sua falta e direcionar seus ataques ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que também não compareceu ao encontro. Em vídeo publicado, o candidato minimizou os adversários presentes no estúdio e argumentou que seu objetivo é debater apenas com "quem está destruindo o Brasil".
Flávio diz no vídeo que seu verdadeiro adversário é o atual mandatário, a quem acusou de corroer o poder de compra da população e piorar a vida dos brasileiros. Sobre os candidatos que compareceram ao evento da Band — Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante) —, o senador adotou um tom de distanciamento. Ele garantiu que respeita a todos, mas frisou que eles "definitivamente não são meus adversários".
A justificativa de Flávio ocorre em contraponto ao clima no estúdio da Band, onde os presentes criticaram duramente as ausências dele e de Lula, chegando a classificá-los como "covardes" que evitam o debate para não terem que dar explicações sobre escândalos aos eleitores.
Inicialmente, o debate estava marcado para acontecer no dia 16 de agosto, mas acabou adiado para este domingo após Lula sinalizar que não iria ao encontro. O petista, no entanto, manteve a decisão de faltar ao evento, o que levou Flávio Bolsonaro a optar por não comparecer. Neste domingo, Romeu Zema (Novo) anunciou que não iria mais participar e atribuiu a decisão à ausência do petista.
Último a chegar nos estúdios da Band, o escritor Augusto Cury disse inicialmente a jornalistas que não iria participar do debate. Ele se referiu ao evento como "um teatro" e disse que a sua decisão era um "protesto". Momentos depois, no entanto, Cury mudou de ideia e decidiu entrar no estúdio do canal de televisão, após conversar com o jornalista Fernando Mitre.
O senador faz uma série de acusações no vídeo e afirma que o governo é responsável pelo endividamento das famílias e pelo sufocamento de empresas e microempreendedores. Em tom de denúncia, ele declarou que quer debater com quem "obrigou até a Casas Bahia a fechar mais de 300 lojas" e com o responsável por fazer o cidadão "parcelar em até seis vezes uma pizza".
O candidato também utilizou o pronunciamento para associar o governo Lula a escândalos de corrupção. Ele citou recentes investigações da Polícia Federal sobre mensagens que indicariam um suposto esquema de tráfico de influência envolvendo o filho do presidente, Fábio Luiz Lula da Silva, na compra de medicamentos para o SUS.
Flávio ainda criticou o presidente por supostamente não acreditar em Deus e afirmou que, se eleito, um de seus primeiros atos será "decretar que o Brasil é do Senhor Jesus Cristo", reforçando que seus princípios são baseados em Deus, pátria, família e liberdade.
Fonte/Créditos: O Globo
Créditos (Imagem de capa): O Globo

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