A pesquisa Genial/Quaest divulgada na manhã desta quarta-feira mostra que a aprovação do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, até o momento, pouco foi afetada após quatro fatos relevantes no cenário político: as revelações sobre a relação de irmão entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, a visita do pré-candidato do PL a Donald Trump, a aprovação o fim da escala 6x1 na Câmara dos Deputados e o novo tarifaço do governo dos Estados Unidos.
Na última divulgação, em maio, o percentual de desaprovação atingiu 49%, após chegar a 52% em abril, maior taxa até então desde setembro de 2025. Desta vez, recuou dentro da margem de erro, de dois pontos percentuais. A aprovação atual do governo, por sua vez, é de 47%, enquanto no mês passado era de 46%. Outros 5% não responderam.
Desde abril, numericamente, a diferença entre a desaprovação e a aprovação do governo federal passou de nove pontos percentuais para três, em maio e, agora, a um.
O instituto ouviu 2.004 brasileiros com 16 anos ou mais entre os dias 5 e 8 de junho. Com nível de confiança é de 95%, a pesquisa foi registrada junto à Justiça Federal sob o número BR-07661/2026.
A pesquisa de maio mostrou oscilações que levaram a desaprovação do governo a voltar a empatar com a aprovação, em um cenário favorável a Lula. O levantamento de maio mostrou oscilações que levaram a desaprovação do governo a voltar a empatar com a aprovação, em um cenário favorável a Lula.
A pesquisa de maio mostrou oscilações que levaram a desaprovação do governo a voltar a empatar com a aprovação, em um cenário favorável a Lula. O levantamento também indicou que a melhora na percepção sobre a economia contribuiu para a estabilidade dos índices do presidente.
Aprovação de Lula avança entre mais pobres, evangélicos, independentes e jovens
O novo levantamento mostra que o petista teve melhora perceptível entre os eleitores independentes, aqueles que não se identificam com a esquerda nem com a direita (a aprovação passou de 32% em abril a atuais 41%, enquanto a desaprovação caiu de 58% a 47% em dois meses). Mas, na esquerda não lulista, sua desaprovação foi 9% a 13% no mesmo período.
No último mês, a aprovação da gestão Lula avançou fora da margem de erro no Sudeste, de 40% a 43%, enquanto a desaprovação recuou de 54% a 51%. Nas demais regiões, oscilou dentro da margem e manteve a maioria positiva apenas no Nordeste, com atuais 61% de aprovação, contra 34%.
Por gênero, não houve variação significativa: 49% das mulheres aprovam o governo, ante 44% de desaprovação, e 53% dos homens o desaprovam, contra visão positiva de 44%. A sondagem aponta o avanço da percepção dos jovens sobre a gestão petista: na faixa de 16 a 34 anos, a desaprovação caiu de 55% a 50% da última divulgação para cá; agora, são 43% os mais novos que aprovam o governo, dois pontos acima da pesquisa anterior. Os que não souberam ou não responderam foram de 4% a 7%.
A aprovação do governo Lula saltou entre os entrevistados que têm Ensino Fundamental, de 53% a 58%, e entre os que ganham até dois salários-mínimos, de 54% a 59%. A desaprovação nesses estratos passou de 41% a 38% e 40% a 36%, respectivamente.
Já na faixa que recebe entre dois e cinco salários, a aprovação da gestão petista avançou a 46%, contra 43% do levantamento anterior, e a desaprovação caiu quatro pontos (52% a 48%). Entre os mais ricos, que recebem mais de cinco salários, a aprovação recuou quatro pontos e foi a 35%. Dos que são beneficiários do Bolsa Família, o governo Lula passou a ser aprovado por 60% (antes, 57%).
A nova Genial/Quaest aponta ainda melhora na percepção positiva do governo entre os evangélicos. Na pesquisa anterior, 65% o desaprovavam, percentual que caiu cinco pontos aos atuais 60%. A aprovação do terceiro mandato de Lula nesse estrato avançou na mesma proporção (agora, 35%), ainda que siga minoritária.
Fonte/Créditos: O Globo
Créditos (Imagem de capa): O Globo

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