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Por Lucio Maluf
Essa é uma questão central que deve permear debates, estudos e alimentar projetos e ações.
Em raros períodos encontraram-se reunidos tantos fatores criando simultaneamente condições favoráveis para a pregação de projetos e ações transformadoras progressistas .
As condições sócio-econômicas em deterioração continuada com o desemprego, a perda de renda e suas conhecidas consequências imediatas e suas perspectivas sombrias. O advento da pandemia com todas os seus efeitos próprios e subprodutos .
À potencialização desse conjunto fatores pela atuação negligente e, ou incompetente do governo central e de seus órgãos, dominados por políticas negacionistas e profundamente anti populares no enfrentamento desse conjunto de problemas acabaram criando um ambiente demandador de novos modelos de ação e também de novos, e ou renovados interlocutores.
A pergunta implícita é porque os partidos, as lideranças e os movimentos sociais comprometidos com as causas populares não se apresentam para estabelecer os diálogos que a oportunidade oferece e que as massas estão a reclamar, espontaneamente e quase sem barreiras, prontas para serem estimuladas e chamadas para integrar um novo projeto de participação e desenvolvimento econômico , social e cultural .
Cabe perguntar ainda como construir um novo modelo de desenvolvimento sem a participação e sustentação dessa maioria popular.
Com a palavra e as respostas as organizações e os atores que pretendem liderar os processos políticos econômicos e sociais e a construção de um novo tempo popular e progressista.
