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PF diz que investigado por elo com o PCC citou diretor da Polícia Civil de SP: 'Tenho que mandar R$ 100 mil pro Fabio Caipira

Áudio interceptado pela PF menciona repasse a "Fábio Caipira do Deic", apelido de Fabio Pinheiro Lopes, atual diretor do Dope. Delegado nega acusações, diz que não conhece os investigados e promete processar autor da citação.

PF diz que investigado por elo com o PCC citou diretor da Polícia Civil de SP: 'Tenho que mandar R$ 100 mil pro Fabio Caipira
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O delegado da Polícia Civil de São Paulo Fabio Pinheiro Lopes, ex-diretor do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) e atual diretor do Departamento de Operações Policiais Estratégicas (Dope), foi citado no inquérito da Polícia Federal que levou à Operação Exchange, deflagrada nesta sexta-feira (3) para desarticular suposta rede de lavagem de dinheiro do tráfico internacional de drogas.

O nome do delegado foi mencionado em um áudio interceptado pela PF, no qual um advogado investigado faz referência ao pagamento de R$ 100 mil a uma pessoa identificada como "Fabio Caipira do DEIC" – apelido de Pinheiro Lopes.

Os investigadores registraram que o episódio pode indicar uma possível prática de corrupção e defenderam o aprofundamento das apurações. O delegado não é alvo da Operação Exchange nem foi denunciado ou acusado formalmente no caso. Ao g1, ele afirmou que nunca conheceu nenhum dos investigados e disse que vai processar o advogado que citou o seu nome.

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Ex-diretor do Deic, Pinheiro Lopes foi afastado do cargo em dezembro 2024 após ser mencionado na delação de Vinícius Gritzbach. Ele nega as acusações e afirma ter sido injustamente envolvido no caso. No ano passado, o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) arquivou a investigação por falta de provas.

O áudio que cita o nome de Fábio Caipira foi enviado, em 15 de maio de 2024, pelo advogado Romany Cutolo Bonente ao empresário Victor Henrique de Oliveira Shimada – apontado como operador de um esquema de lavagem de dinheiro do tráfico internacional de drogas. Shimada E Romany são alvos de mandado de prisão pela operação desta sexta e estão foragidos.

A investigação aponta que Bonente, conhecido pelo codinome "Roma", é um intermediário de alto nível e gestor de conflitos entre Shimada e membros de organizações criminosas, como o Primeiro Comando da Capital (PCC).

Na conversa, ele afirma que havia passado horas tentando administrar cobranças relacionadas a operações financeiras milionárias atribuídas a Shimada. Em seguida, faz referência direta ao suposto pagamento ao delegado.

 

Fonte/Créditos: G1

Créditos (Imagem de capa): G1

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