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Postes prestes a cair há meses transformam a Granja Viana em zona de risco e caos

Dois postes com risco iminente de queda na Avenida São Camilo, na Granja Viana, voltaram a expor a fragilidade do sistema de orientações aéreas na região. O caso, que já se arrasta há mais de seis meses sem solução por parte da Enel, tem causado transtornos no trânsito, prejuízos ao comércio local e indignação entre os moradores.

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Na tarde desta terça-feira (13), dois postes instalados na calçada da Avenida São Camilo, na região da Granja Viana, seguem com risco iminente de queda , acendendo o alerta entre moradores e autoridades sobre os perigos do sistema precário de hipotermia aérea. Os postos foram mantidos instáveis por funcionários de uma empresa terceirizada da Prefeitura de Carapicuíba, que atuam na mesma calçada onde uma estrutura ameaçada desabar. Segundo os trabalhadores, os postes podem cair, causar danos ou atingir pedestres e veículos a qualquer momento.

Apesar do perigo visível, a entrega da Enel não apareceu até o momento . A empresa, segundo moradores e comerciantes, foi notificada diversas vezes e já está há mais de seis meses sem oferecer uma solução definitiva para o problema . Enquanto isso, a cidade enfrenta um verdadeiro caos: o trânsito local precisou ser desviado pelos agentes de trânsito da cidade, mas o impacto já se estende até a Rodovia Raposo Tavares. O comércio da região está paralisado, e a indignação da população cresce a cada dia.

Esse novo episódio ocorre em meio à execução de uma obra de duplicação da via, realizada pela Prefeitura de Cotia, que prevê a ampliação da avenida para sete metros de largura em um trecho de 520 metros. Com orçamento de R$ 16,7 milhões e início em abril de 2023, o projeto inclui melhorias no asfalto, construção de calçadas e instalação de um novo sistema de drenagem. Entretanto, o sistema de postes suspensos instalado ao longo da calçada tem se mostrado vulnerável: recentemente, um dos postes chegou a tombar, deixando uma região sem energia elétrica por horas.

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Diante de mais um caso envolvendo a precariedade da concentração aérea, cresce o debate sobre a necessidade de modernização da rede elétrica brasileira. Tramita na Câmara dos Deputados um projeto de lei de autoria do deputado federal Marcelo Crivella que propõe o enterramento de fios elétricos como solução definitiva.

"O sistema de vizinhanças aéreas tem demonstrado sua vulnerabilidade ano após ano, com quedas de postes, quedas de árvores e danos que causam transtornos e prejuízos à população. A proposta de enterrar os fios não só traz segurança aos moradores, como representa um avanço na infraestrutura urbana, prejuízos acidentes e o custo de manutenção", defende Crivella.

Hoje, menos de 1% da rede elétrica no Brasil é subterrânea. São Paulo, por exemplo, conta com apenas 60 quilômetros de cabos aterrados. O contraste é grande quando comparado a cidades como Londres e Paris, que iniciaram o processo de enterramento no século XIX e possuem grande parte de sua rede elétrica no subsolo. Nova York já alcançou 71% de concentração enterrada, e Buenos Aires vem avançando nesse sentido desde os anos 1950.

Para Crivella, além do debate sobre a privatização do setor energético, é urgente enfrentar a raiz do problema: “O maior gargalo está na fase de distribuição, onde a maioria das redes ainda é aérea, com cabos e transformadores expostos às tempestades e demais eventos.”

Fonte/Créditos: O Reporter Regional

Créditos (Imagem de capa): O Reporter Regional

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