A derrota do São Paulo no Majestoso deste domingo vai além do placar de 3 a 2, que poderia sugerir um jogo equilibrado contra o Corinthians na Neo Química Arena. Para Roger Machado, o resultado impede uma afirmação tão buscada neste início de trabalho no Tricolor, justamente no dia em que completou dois meses no cargo.
A equipe terminou a partida com a mesma estatística de posse de bola do rival, com 50% para cada lado, mas, na prática, esteve mais próxima de um resultado negativo do que do empate. O Corinthians abriu o placar com Raniele em meio a um início sufocante, que obrigou Rafael a fazer duas grandes defesas.
Quando conseguiu controlar o jogo, o São Paulo teve dificuldades para criar, mas adiantou a marcação e aproveitou um vacilo adversário na saída de bola. Após erro em um tiro de meta, Bobadilla roubou a posse e serviu Luciano, livre, para marcar. O empate parcial soava como lucro diante da superioridade do Corinthians, que finalizou nove vezes no primeiro tempo, contra apenas três tentativas tricolores.
Na volta do intervalo, o São Paulo novamente viu os mandantes terem mais ímpeto nos primeiros minutos. A blitz do Corinthians, desta vez, surtiu efeito. Ferreira perdeu na corrida de Matheuzinho, e o lateral marcou aos seis minutos. Pouco depois, quando o cronômetro registrava 11 minutos, Bidon aproveitou passe de Garro e ampliou.
Quando Roger Machado decidiu mexer na equipe, aos 21 minutos do segundo tempo, o cenário já era mais complicado. Com seis desfalques, o treinador teve dificuldades para alterar o perfil do time e promoveu as entradas de Luan e Cauly. O São Paulo até conseguiu equilibrar a partida, mas seguiu com dificuldades para criar. O gol saiu apenas aos 42 minutos, quando o meia que saiu do banco cobrou escanteio e Matheuzinho acabou chutando contra a própria meta.
O resultado manteve o Tricolor na quarta colocação do Brasileirão, com 24 pontos, mas também trouxe novamente uma cobrança por resultados em "jogos grandes". Foi o segundo clássico de Roger Machado desde sua chegada, o outro foi a derrota por 1 a 0 para o Palmeiras, no Morumbis.
– Se eu me sinto pressionado? Não me sinto, mas sei que estou pressionado desde antes de chegar. Esses dois meses têm sido de concentração diária em busca de melhorias e para mostrar o futebol que o torcedor do São Paulo deseja, com mais regularidade nos jogos, para ter menos instabilidade em uma competição que pode apresentar circunstâncias que nem sempre estão no seu controle – disse o treinador em entrevista coletiva após o Majestoso.
O São Paulo agora tenta transformar a reação em resposta prática na Copa do Brasil. Nesta quarta-feira, às 19h, encara o Juventude, no Alfredo Jaconi, valendo vaga nas oitavas de final.
Fonte/Créditos: Globo Esporte
Créditos (Imagem de capa): Globo Esporte
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