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Segunda-feira, 19 de Outubro 2026
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Futebol / São Paulo

Em áudio vazado, Massis cobra votação de contrato no Conselho do São Paulo: "Não vai ter dinheiro"

Presidente do clube, Harry Massis pede aprovação de acordo com a Ticketmaster para antecipar receitas e quitar dívidas com o elenco até o fim do mês

Em áudio vazado, Massis cobra votação de contrato no Conselho do São Paulo:
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Em um áudio vazado nesta terça-feira à noite, Harry Massis, presidente do São Paulo, reforçou a necessidade de o clube aprovar o contrato com a Ticketmaster, empresa escolhida para ser gestora da venda de ingressos do Morumbis.

O contrato já foi aprovado pelo Conselho de Administração do São Paulo, mas ainda precisa passar pelo Conselho Deliberativo. O acordo, se aprovado pelos conselheiros, vai fazer o São Paulo receber, de imediato, R$ 140 milhões. Esse valor será usado para pagar dívidas com os jogadores e outras pendências de fluxo de caixa.

– Eu preciso que vocês ajudem a fazer o presidente do CD colocar na pauta para ser votado. Porque se segurar e não for votado, não vamos cumprir nada. Não vai ter dinheiro para pagar nada, tá? Entendeu? Tem muita gente bocuda que fala o que não deve falar e cai sobre a minha pessoa – diz Massis no áudio, revelado pelo "Estadão" e com veracidade confirmada pelo ge.

A proposta da Ticketmaster inclui a antecipação de R$ 110 milhões para o São Paulo em 45 dias depois da assinatura, como um empréstimo. Esse valor será devolvido pelo clube à empresa em cinco anos, com taxa de juros seguindo o CDI (Certificado de Depósito Interbancário) mais 1,99%.

Os outros R$ 30 milhões virão da gestão do camarote 29A por cinco anos. A empresa pagará esse valor, logo depois da assinatura do contrato, para ter o direito de gerir o espaço em shows e jogos.

Em maio, outro áudio vazado de Massis já falava sobre a falta de dinheiro, mas em um contexto diferente: na ocasião, o presidente defendia a permanência do técnico Roger Machado e dizia que não tinha condições de buscar um substituto. Dias depois, o treinador seria demitido.

Comissão vai analisar contrato

 

A comissão será formada pelos conselheiros Daurio Speranzini, Flavio Marques, Daniel Fonseca e Marcel Bonilha. O documento pede, "em razão da urgência da matéria", que o parecer sobre o contrato seja apresentado "o mais breve possível".

 

Mais detalhes do acordo

 

Além dos R$ 140 milhões de imediato, a Ticketmaster tem outros pontos na proposta: um deles é o pagamento de R$ 6 milhões para a reforma do Museu São Paulo.

Foi incluída na negociação entre São Paulo e Ticketmaster, também, a gestão do sócio-torcedor. Hoje, o serviço é administrado pela Feng. O clube entende que será benéfico para os torcedores que a mesma empresa faça a gestão da venda de ingressos e do sócio-torcedor.

O São Paulo calcula que o custo total dessas duas operações juntas (ingressos e sócio-torcedor) será menor, porque hoje os serviços são feitos por duas empresas diferentes, que geram custos diferentes ao clube.

Para fazer a administração da venda de ingressos do São Paulo, a Ticketmaster cobrará uma taxa de administração de até 10% por ingresso (8% se for entrada física, não digital). A taxa do sócio-torcedor também será de 8% por associado.

 

Fonte/Créditos: Globo Esporte

Créditos (Imagem de capa): Globo Esporte

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