O São Paulo tem cinco dias para pagar uma dívida de R$ 1 milhão com o Novorizontino e evitar se tornar o primeiro clube do país a receber um transfer ban da Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (Anresf), que começou a operar neste ano.
O valor é referente à transferência de Djhordney. O acordo era pelo pagamento de cinco parcelas de R$ 200 mil, mas nenhum foi cumprido. O contrato previa a execução total da dívida em caso de atraso.
Em agosto, a agência, responsável por fiscalizar o cumprimento das regras de fair play financeiro no Brasil, advertiu o São Paulo e deu prazo de 45 dias para que a dívida fosse quitada, sob pena de imposição automática de transfer ban. O prazo final se encerra na próxima segunda-feira.
À época, o São Paulo informou, em nota, que havia chegado a um acordo com o Novorizontino. O clube do interior paulista, porém, avisou em seguida que não havia qualquer negociação.
A disputa se enquadra na regra de transição da Anresf, que pune dívidas contraídas entre os clubes depois da publicação do regulamento, em janeiro – dívidas anteriores às desta temporada só estão sujeitas a sanção a partir de dezembro.
Para se livrar da punição, o São Paulo também pode apresentar à agência um novo acordo de pagamento, com a anuência do Novorizontino.
Na prática, além do constrangimento pela sanção, o transfer ban não teria consequências práticas neste momento, já que a janela de registro de atletas está fechada.
Recentemente, Grêmio e América-MG foram punidos com bloqueios de registros de atletas, o que tem sido chamado de “transfer ban preventivo”.
Com problemas no fluxo de caixa, o clube aguarda a aprovação do acordo com a Ticketmaster para a gestão de ingressos no Morumbis, que será votado pelo Conselho Deliberativo no dia 29. O contrato prevê um adiantamento de R$ 110 milhões, além de outros R$ 30 milhões na assinatura.
O clube corre o risco de sofrer o segundo transfer ban na temporada. Em julho, o São Paulo foi punido pela Fifa por uma dívida com a Lazio referente à contratação de Marcos Antônio. A pendência foi quitada apenas no início de agosto, quando o Tricolor transferiu R$ 6,2 milhões ao clube italiano.
Na ocasião, a diretoria teve pressa para resolver a situação e voltar a registrar reforços durante a janela de transferências, encerrada no dia 11 de setembro. Agora, com o período de contratações fechado, o São Paulo entende que há uma margem maior para solucionar a pendência, mas trabalha para chegar a um acordo com o Novorizontino e evitar um novo desgaste à imagem do clube.
Fonte/Créditos: GE
Créditos (Imagem de capa): GE
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