O advogado Ricardo Cury anunciou na tarde desta segunda-feira (2) que deixou a representação de Augusto Melo, ex-presidente do Corinthians. Através de uma nota oficial, Cury anunciou que o escritório de advocacia “Cury e Augusto Neves" não representa mais o mandatário corintiano que foi deposto do cargo após a provação do seu impeachment na última semana.
O ex-advogado de Augusto Melo afirmou em sua nota que ações foram tomadas sem o seu consentimento ou da equipe do escritório. No texto, cita que a atuação da equipe enquanto representou o ex-presidente corintiano foi pautada em "respeito aos órgãos e à institucionalidade do Corinthians e sustentação de argumentos jurídicos sólidos", diz o trecho.
Uma das ações tomadas por Augusto Melo que geraram discordância por parte de Cury foi a ida do ex-presidente ao Parque São Jorge no último sábado, quando alegou que ainda seria o mandatário do Corinthians devido a uma possível anulação da votação do impeachment. Por outro lado, o movimento teve o apoio de José Eduardo Cardozo, atual presentante de Melo.
Pouco depois do anúncio da saída de Ricardo Cury, Augusto Melo se pronunciou em suas redes sociais sobre o caso. Em um texto curto, o ex-presidente confirma a saída do advogado da sua representação, agradece pelos serviços prestados desde 2023, quando Augusto foi eleito, e reiterou que Cardozo passa a ser seu o único representante oficial.
Veja a nota oficial de Ricardo Cury
A partir desta data (02 de junho), o escritório de advocacia “Cury e Augusto Neves” – através de seu sócio Ricardo Cury – comunica que não mais patrocina os interesses de Augusto Pereira de Melo.
A estratégia de defesa foi reorientada nos últimos dias por outros colegas e ações foram decididas e executadas sem que o nosso escritório tivesse ciência prévia ou qualquer concordância.
A atuação do escritório, desde o início, foi pautada pela serenidade, temperança, respeito aos órgãos e à institucionalidade do Corinthians e sustentação de argumentos jurídicos sólidos.
As teses construídas se referem às diversas nulidades do processo de destituição (caso VaideBET) de Augusto Melo e de inexistência de qualquer elemento objetivo a justificar o seu indiciamento no inquérito policial em curso, seja ação ou mesmo omissão indevida.
Seguro da consistência das teses de defesa e estratégias construídas ao longo de vários meses de trabalho, mas desautorizado na mudança abrupta de rumo e alijado do processo de decisão, o escritório renuncia a todos os poderes que lhe foram outorgados e deseja toda a sorte para Augusto Melo no retorno à função presidencial para a qual foi eleito democraticamente.
São Paulo, 02 de junho de 2025.

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