Não, não era blefe. Quando Filipe Luís declarou na véspera que não mudaria sua forma de jogar para enfrentar o Chelsea, talvez ele nunca tenha falado tão sério. O técnico e tampouco o time se intimidaram frente ao poderio inglês ou depois de uma falha ou um gol. Na tarde da última sexta-feira na Filadélfia, o Flamengo conseguiu uma virada maiúscula por 3 a 1, com direito a domínio do início ao fim e gritos de olé na arquibancada. E mandou um recado para o mundo.
A convicção de Filipe Luís pode levar o Flamengo muito mais longe do que se imaginava na Copa do Mundo de Clubes da Fifa (mesmo com decisões polêmicas como no caso de deixar Léo Ortiz e Alex Sandro no banco). O Rubro-Negro não só vence, como convence e converte americanos, mexicanos e outros curiosos com sua intensidade neste início de torneio nos Estados Unidos. Torneio em que se tornou o primeiro classificado para as oitavas de final com uma rodada de antecedência.
A maturidade para buscar uma virada como essa, diante de um dos clubes mais poderosos do mundo, faz do time rubro-negro um verdadeiro iceberg de frieza, capaz de derreter de vergonha o "homem de gelo" Cole Palmer (alguém o viu em campo?). E mostra que os jogadores e torcedores rubro-negros não precisam temer nenhum Bicho-Papão no torneio. Como diz a música da torcida, os ingleses foram colocados na roda de novo, como o Liverpool em 1981.
Scout - Flamengo x Chelsea
| Quesito | Flamengo | Chelsea |
| Posse de bola | 45% | 55% |
| Finalizações (no alvo) | 14 (9) | 10 (4) |
| Chances de gol* | 7 | 3 |
| Passes (precisão) | 441 (87%) | 436 (88%) |
| Desarmes | 18 | 15 |
| Escanteios | 8 | 5 |
| Faltas | 15 | 14 |
| Impedimentos | 1 | 0 |
Fonte/Créditos: Globo Esporte
Créditos (Imagem de capa): Globo Esporte

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