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Médica de mulher que morreu após procedimento diz aguardar laudos e afirma que apontar causa agora é precipitado

Roseli Fernandes viajou de Mato Grosso do Sul para realizar procedimentos estéticos em uma clínica no Brooklin, em São Paulo. A Polícia Civil investiga o caso como homicídio culposo, morte suspeita e morte acidental.

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A médica Tábita Nunes Marcolino Jorge afirmou, por meio de nota divulgada nesta quarta-feira (27), que aguarda a conclusão dos laudos oficiais e das investigações sobre a morte de Roseli Fernandes de Oliveira Romeiro Vieira, de 48 anos, após um procedimento estético realizado em uma clínica no Brooklin, Zona Sul de São Paulo.

No comunicado, a médica disse que “qualquer afirmação sobre a causa do óbito seria precipitada” neste momento e afirmou que está à disposição para prestar esclarecimentos às autoridades.

Roseli morreu na terça-feira (26), após passar mal. No dia anterior, ela tinha passado por um procedimento estético nos glúteos e na parte posterior das coxas com aplicação de polimetilmetacrilato (PMMA). Segundo depoimento da filha à Polícia Civil, a vítima começou a sentir dores, mal-estar e coração acelerado na manhã de terça.

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De acordo com o boletim de ocorrência, Roseli ligou para a médica pedindo ajuda e foi orientada a retornar à clínica para avaliação. Durante o trajeto, dentro de um carro de aplicativo, ela perdeu a consciência.

Na nota, Tábita afirmou que o procedimento e a morte da paciente “não ocorreram no mesmo dia” e disse que, após a realização da intervenção, Roseli foi liberada “em boas condições clínicas, consciente, sem queixas de dores, sem intercorrências, deambulando normalmente e acompanhada de todas as orientações médicas necessárias para o pós-procedimento”.

A médica também declarou que a paciente retornou ao local no dia seguinte após relatar mal-estar. Segundo a nota, ao chegar à clínica, houve um “agravamento súbito do estado de saúde, com parada cardiorrespiratória”, momento em que foram iniciadas manobras de reanimação enquanto o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) era acionado.

Ainda segundo a defesa, a profissional possui “formação médica e treinamento compatível com atendimentos de urgência”, tendo adotado “as medidas possíveis diante da situação apresentada” até a chegada do socorro.

O boletim de ocorrência aponta que Roseli chegou desacordada ao prédio onde funciona a clínica. Funcionários e a médica tentaram reanimá-la no hall do edifício até a chegada do Samu. A morte foi constatada às 10h05.

Por fim, a defesa e a assessoria da médica disseram que “imagens isoladas, trechos editados ou interpretações preliminares não devem substituir a análise técnica dos órgãos competentes”.

O comunicado afirma ainda que a médica lamenta “profundamente o falecimento da paciente” e se solidariza com os familiares.

 

Homicídio culposo

A Polícia Civil investiga o caso como homicídio culposo por suposta inobservância de regra técnica de profissão, além de morte suspeita e morte acidental.

Em depoimento, a médica Tábita Nunes Marcolino Jorge afirmou que aplicou 300 ml de PMMA em Roseli e disse que a paciente havia apresentado exames sem alterações antes da intervenção.

Em nota, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) afirmou que a vítima passou mal após realizar, no dia anterior, um procedimento estético, aplicado por uma médica de 36 anos.

"Uma mulher de 48 anos morreu na manhã desta terça-feira (26) em um consultório médico na Avenida Santo Amaro, na zona sul da capital. A vítima sentiu fortes dores e mal-estar e tomou medicamentos, alguns prescritos pela profissional. Ao chegar ao consultório, sofreu parada cardiorrespiratória e não resistiu aos procedimentos de reanimação realizados pela médica e pelo SAMU. O caso foi registrado como morte suspeita – morte acidental e homicídio no 27º DP (Dr. Ignácio Francisco). Diligências prosseguem visando o esclarecimento de todos os fatos", diz nota.

Fonte/Créditos: G1

Créditos (Imagem de capa): G1

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