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'Meu primeiro beijo na boca foi com um padre', diz vítima que denunciou assédio em igreja do interior de SP

Homem conta que foi tocado em partes íntimas e beijado por padre de Ribeirão Preto (SP) na adolescência, quando atuava como coroinha. Pároco foi afastado e é investigado pela Polícia Civil.

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Ele relata que os episódios, que envolviam toques nas partes íntimas e beijos, ocorreram na adolescência, há cerca de 20 anos, quando atuava como coroinha na igreja que frequentava.

 

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"Em alguns depoimentos meus, quando fiz a denúncia na delegacia, e a primeira vez que eu fiz a denúncia na igreja também eu disse que o meu primeiro beijo na boca foi com um padre, então isso para mim foi muito difícil para eu conseguir entender e aceitar como era", afirma.

Silveira está afastado das funções na paróquia desde março e é alvo de uma investigação na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), que aguarda laudos e ainda deve ouvir o suspeito antes de concluir o inquérito.

Segundo um advogado ouvido pela reportagem, ao menos cinco pessoas, hoje adultas, denunciaram o sacerdote por terem sido assediadas em algum momento da infância ou adolescência.

EPTV não conseguiu falar com o padre, porque os celulares dele estão com a polícia. Nas redes sociais, ele declarou que aguarda o resultado das investigações.

"Estarei afastado por período indeterminado de minhas funções de pároco até que se investigue veracidade ou falsidade da acusação que me chega. (...) Durante todo esse tempo, seguirei rezando e contribuindo para a completa elucidação dos fatos alegados."
 

 

Assédio ocorria após as missas, diz vítima

 

O homem conta que frequentou desde os 12 anos a paróquia, onde se tornou coroinha depois de fazer a Primeira Eucaristia, sacramento na Igreja Católica, em que se recebe pela primeira vez o corpo e o sangue de Jesus Cristo representados pelo pão e pelo vinho.

Ele afirma que os assédios ocorriam quando o padre o chamava para conversar em particular, já que as atividades da igreja ocorriam em público e sempre com a presença de várias pessoas.

 

"Ele começou a pedir para eu aguardar ele após as missas para a gente ter uma conversa na sacristia, que seria a sala que tem dentro da igreja destinada para ele. aí, nesses momentos, que começou a acontecer alguns episódios."

Em alguns deles, o homem conta que foi beijado na boca sem consentimento. "Quando eu cheguei nessa sala com ele, ele fechou a porta e já veio me abraçando e me beijando. (...) A maioria das vezes ele beijava muito meu pescoço, minha bochecha e beijava a minha boca também."

Ele também relatou que, nesses momentos em particular, o padre também o tocou nas partes íntimas.

 

"Na grande maioria dos momentos eu me sentia 100% congelado, não conseguia fazer sequer um movimento. Nada era recíproco naquele momento, eu era meio que um objeto que ele estava utilizando ali, era assim que eu me sentia", diz.

 

Ele afirma ainda que chegou a ser obrigado a tocar nas partes íntimas do padre. "Nunca tive um ato sexual com ele, eu falo de penetração, mas um contato comigo ele sempre tinha e eu nunca fiz um toque nele, apenas uma vez que ele pôs a minha mão no órgão dele. E aí eu me incomodei muito e eu consegui tirar."

Quando tinha 17 anos, ele afirma que começou a evitar as aproximações do padre e resolveu contar para a mãe, que na época era uma frequentadora da paróquia e não sabia o que estava acontecendo.

Fonte/Créditos: G1

Créditos (Imagem de capa): G1

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