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Zema propõe ajuste fiscal para baixar juros a 6%, sem detalhar medidas, e defende anistia para condenados do 8 de janeiro

Os jornalistas Renata Vasconcellos e César Tralli conduziram a primeira entrevista da série da Globo com os candidatos à Presidência da República, direto dos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro.

Zema propõe ajuste fiscal para baixar juros a 6%, sem detalhar medidas, e defende anistia para condenados do 8 de janeiro
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O candidato do Novo à Presidência da República, Romeu Zema, afirmou nesta segunda-feira (24) que, se eleito, vai promover medidas de ajuste fiscal para que a taxa básica de juros, a Selic, caia a 6% ao ano. Atualmente, a Selic está em 14% ao ano.

Zema não detalhou, no entanto, em que consistiria esse ajuste fiscal ou como faria para obter a redução na taxa de juros.

O candidato disse ainda que, se eleito, vai garantir que o salário mínimo seja reajustado pela inflação. “Garanto que ninguém vai ter perda”, disse o ex-governador de Minas Gerais. Um reajuste com ganho real, porém, estaria condicionado ao bom desempenho da economia, disse.

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Zema concedeu nesta segunda-feira (24) entrevista à Globo. A atração foi exibida ao vivo dos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro, com transmissão pelo g1 e pela GloboNews. Ao longo desta semana, até sábado, serão entrevistados os candidatos Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão), Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio Bolsonaro (PL) e Augusto Cury (Avante).

Salário mínimo

 

Ao falar sobre propostas de ajuste fiscal, Zema disse que, se eleito, garantirá a reposição da inflação no salário mínimo.

“Garanto que ninguém vai ter perda”, declarou. “Se tiver inflação, nós daremos toda a inflação. É um absurdo um aposentado não ter a reposição inflacionária ou, pior, ficar sem receber a aposentadoria”.

 

O ex-governador ainda disse que manteria o ganho com relação ao crescimento dos dois anos anteriores se a economia “estiver indo bem”.

Zema disse que a prioridade dele, se eleito, é que a taxa de juros caia. “Com um governo sério, com credibilidade, combatendo corrupção e fraudes, essa taxa cai para 6%. Só aí nós vamos ter uma economia de R$ 800 bilhões por ano”.

Dívida pública

 

A primeira pergunta a Zema foi sobre como ele pretende, se eleito, equilibrar os gastos do país, dado que, enquanto governador de Minas Gerais, a dívida pública do estado praticamente dobrou. Segundo ele, isso aconteceu porque o déficit foi “herdado dos anos 90” e porque o governo federal cobrava juros altos.

Zema afirmou que não fez nenhum empréstimo ou financiamento durante sua gestão de quase 8 anos em Minas.

 

“Eu paguei R$ 23 bilhões para aposentado que não recebia aposentadoria”, disse. “Eu paguei R$ 13 bilhões para o governo federal, funcionários públicos, e hoje a dívida representa muito menos para a economia de Minas do que representava quando eu assumi.”

Ainda de acordo com o candidato, ele assumiu com um déficit de R$ 11 bilhões em 2018 e deixou o cargo com um superávit de R$ 5 bilhões. “Ou seja, o estado gastando menos do que arrecada, e antes gastava-se muito mais do que arrecadava. O ajuste foi feito.”

 

Vacinação não obrigatória para crianças

 

Zema foi questionado sobre seu posicionamento contrário à vacinação obrigatória de crianças. O Estado de São Paulo enfrenta um surto de sarampo. O candidato concorda que situações como esta colocam em risco a sociedade como um todo.

“Eu tomei todas as vacinas da Covid, acredito na ciência, recomendo que tome. Em Minas, eu recomendei que as crianças tomassem”, disse. “Agora, eu não posso permitir que uma família, uma criança seja perseguida porque alguém não tomou a vacina."

Fonte/Créditos: G1

Créditos (Imagem de capa): G1

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