Abel Ferreira deixou o Nubank Parque satisfeito com o desempenho do Palmeiras, principalmente no segundo tempo, depois da goleada por 4 a 1 sobre o Vasco, pelo Brasileirão. Desabafou sobre o pouco tempo para recuperação dos atletas, disse que é preciso jogar como amadores, em uma referência à paixão, e fez elogios a Allan, que está em negociação com o Manchester City.
– Esses europeus querem um jogador como Allan porque ele faz o que 90% dos atacantes daqui não fazem, que é atacar o corredor e defender. Quem quiser levar o Allan vai ter que pagar muito.
– As melhores equipes do mundo não compram meios jogadores. Compram jogadores que atacam e defendem. Ele é capaz disso, capaz de fazer a lateral direita, de jogar a linha de três por fora, de vir para dentro ou fora trocando com Giay.
– Esses jogadores, toda a gente os quer. Mas também é preciso ensiná-los, se calhar perder alguns jogos. Agora 40 milhões por um jogador? Parabéns para nossa formação, nosso diretor, nossa presidente – disse o treinador.
Esses valores são o que o Palmeiras quer para negociar o atacante, que vem em negociação com o Manchester City nos últimos dias sinalizando valores ainda abaixo dos 40 milhões de euros buscados pela diretoria. Partes envolvidas nas tratativas acreditam que o clube inglês ainda chega nos valores.
Em campo, no Nubank Parque, o Palmeiras fez um primeiro tempo de dificuldades, mas na segunda etapa marcou três gols em 10 minutos, com Flaco López, Vitor Roque de pênalti e Mauricio, e no fim ampliou com mais um de Flaco, sofrendo apenas um gol na reta final para sair com o 4 a 1 e abrir seis pontos de vantagem como líder da Série A.
– Na primeira parte não conseguimos para mim por duas razões: a agressividade do adversário para pressionar na construção. Na segunda fase fiz a mesma coisa com jogadores diferente, saída com três, demos largura. Se calhar o que deu mais largura pela direita foi o Giay, por dentro o Allan.
– O que fiz antes foi quase que desafia-los: isso é o melhor que conseguimos fazer como equipe?
– Eles sabem que jogadores do Palmeiras têm que ser audazes, assumir que somos uma equipe muito jovem, que apesar dessa juventude temos que amadurecer com esses jovens e fizemos uma segunda parte belíssima na coragem, vontade competitiva, envolvemos o público, através do gol, dinâmicas, da atitude, da coragem.
Uma postura que Abel Ferreira relaciona ao termo de "jogar como amadores".
– Jogar como se fossemos amadores, meter o coração, não pensar na pressão. Jogar com prazer.
– Quando saem da base começam a ser pagos e isso cria uma pressão, porque boa parte deles sustenta uma família atrás e sabem que precisam de uma performance pra ter melhores contratos, pra evoluir. Joguem como amadores com paixão com risco. Estamos pra mostrar o espetáculo, não é para jogar com medo. É isso que tolhe o passe, o arremate. Cabeça limpa, corpo são, sai natural.
– Não somos amadores mas o espírito tem que ser esse, jogar livre, leve.
Fonte/Créditos: Globo Esporte
Créditos (Imagem de capa): Globo Esporte
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