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Análise: falta de pontaria custa caro ao Santos em jogo "impossível de perder" para Cuca

Peixe teve um caminhão de finalizações erradas e, novamente, erros individuais causam derrota na estreia da Copa Sul-Americana

Análise: falta de pontaria custa caro ao Santos em jogo
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A falta de pontaria dos jogadores do Santos chamou atenção na derrota para o Deportivo Cuenca por 1 a 0, nesta quarta-feira, no estádio Alejandro Serrano Aguilar, em Cuenca, no Equador, pela estreia na Copa Sul-Americana.

Em determinado momento do jogo, no segundo tempo, o técnico Cuca disse aos jogadores que era "impossível de perder" aquela partida. Mas quando se erra tanto a mira em 90 minutos, um deslize transforma o impossível em possível.

O Peixe teve 19 finalizações, sendo dez delas para fora. A sensação é de que o Santos sempre está ansioso para fazer um gol logo, como se entrasse em campo carregando um peso enorme e que só é aliviado depois que o time sai na frente no placar.

E quando a equipe empilha chances desperdiçadas, como contra o Deportivo Cuenca, o cenário só tende a piorar. Os erros passam a ser mais graves, e pressa acaba gerando passes errados e perdas de bola infantis.

E nesses erros o time se perde. Se perde na parte psicológica, se perde em posicionamento e, na altitude de mais de 2,5 mil metros, se perde no físico também. No primeiro tempo, depois da pausa para a hidratação, o time pareceu não ter voltado a campo e deixou um adversário frágil como o Deportivo Cuenca ter chances claras de gol.

Cuca colocou em campo o que tinha de melhor disponível. O trabalho no Equador iniciou já prejudicado por muitos desfalques que nem viajaram, e outras duas perdas em cima da hora: os laterais Igor Vinícius e Escobar.

Cuca teve que improvisar Gustavo Henrique na lateral direita e colocar o garoto Rafael Gonzaga, de 18 anos, no lado esquerdo. O primeiro jogo no time profissional foi fora de casa, na altitude, mas o jovem Menino da Vila deu conta do recado. Não fez uma partida extraordinária, mas também não comprometeu em nenhum momento.

O que comprometeu, de verdade, foram os jogadores mais experientes. Lautaro Díaz, depois de um belo gol contra o Flamengo, decepcionou. Apesar de conhecer bem o futebol equatoriano, fez um jogo burocrático e sem brilho. Moisés foi o jogador do Peixe com mais liberdade para jogar, mas também pecou pela ansiedade e cometeu uma série de pequenos erros.

Contudo, o mais decepcionante foi Rony. O atacante não conseguiu entregar nada do que está acostumado. Errou tudo que tentou em campo. Incluindo a parte defensiva.

Não há desculpas para o gol de Mancinelli. Uma falha grave de Gabriel Brazão, que acabou até ajudando a bola a entrar. Mas, também, erro de Rony, que não fechou o espaço na primeira trave e deixou o canto aberto, para a felicidade do jogador do Deportivo Cuenca.

E os sucessivos erros prosseguiram mesmo com os jogadores que saíram do banco de reservas. Barreal recebeu uma bola pela esquerda, com três ou quatro companheiros dentro da área, mas buscou uma finalização difícil de entender, já que chutou marcado e quase sem ângulo. O lance irritou até o técnico Cuca, a ponto de citá-lo especificamente na entrevista coletiva após a partida.

Em outro momento, Zé Rafael fez um belo desarme, ficando com a bola e tendo a oportunidade de iniciar outra chance para o Peixe buscar o empate, mas tocou a bola no pé do adversário, que aproveitou para gastar o tempo.

Assim como foi contra o Flamengo, o treinador trabalhou o elenco, fez uma estratégia de jogo que se mostrou correta. Mas as peças em campo não ajudam a materializar o que foi planejado em vitórias.

Se Cuca quiser enxergar algo bom no meio da "derrota impossível", o garoto Rafael Gonzaga fez um jogo seguro. A dupla de zaga com Lucas Veríssimo e Luan Peres segue em evolução. E Rollheiser, que fez uma participação medíocre contra o Flamengo, teve um jogo mais ativo e alerta, com um futebol mais parecido com aquele que o torcedor santista espera.

O Santos volta a olhar, agora, para o Brasileirão. Terá o Atlético-MG pela frente, com os possíveis retornos de Neymar, Gabriel Barbosa e Miguelito. Quem sabe, também, Igor Vinícius e Escobar. Uma chance para, talvez, o trabalho de Cuca começar a deslanchar.

Fonte/Créditos: Globo Esporte

Créditos (Imagem de capa): Globo Esporte

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