Central nuclear do Irã é evacuada
A Rússia evacuou quase todo o seu pessoal da central nuclear iraniana de Bushehr, construída e operada com a ajuda de Moscou, com a evauação de 108 pessoas, nesta segunda-feira (13), anunciou o diretor-geral do grupo Rosatom, Alexéi Lijachov.
"108 pessoas se encontraram atualmente a caminho de Isfahán, tudo transcorre conforme o previsto; 20 permanecem na central", declarou Lijachov a jornalistas.
O Bahrein convocou o encarregado de negócios do Iraque em Manama nesta segunda-feira (13) para protestar contra o que chamou de ataques contínuos com drones lançados do território iraquiano contra o reino e outros estados do Conselho de Cooperação do Golfo, informou o Ministério das Relações Exteriores.
O Bahrein apresentou uma nota formal de protesto e instou o Iraque a lidar com as ameaças de forma urgente e responsável, acrescentando que o reino se reserva o direito de tomar todas as medidas necessárias para salvaguardar a sua segurança e estabilidade.
A infraestrutura ferroviária atingida por ataques aéreos em cinco províncias iranianas na semana passada foi reconstruída, informou a TV estatal iraniana nesta segunda-feira, incluindo as ferrovias que ligam Teerã a Tabriz e Tabriz a Mashhad.
Rússia e China criticam bloqueio de Ormuz
A Rússia criticou nesta segunda-feira (13) o anúncio do presidente dos EUA, Donald Trump, de que os Estados Unidos bloqueariam o Estreito de Ormuz, afirmando que isso prejudicaria os mercados globais.
Os militares dos EUA disseram que bloqueariam o tráfego marítimo de entrada e saída dos portos iranianos a partir das 10h - 11h no horário de Brasília - desta segunda, uma medida que impediria a entrada de aproximadamente dois milhões de barris de petróleo iraniano por dia nos mercados mundiais, restringindo ainda mais a oferta global.
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que muitos aspectos da proposta permanecem obscuros.
A China também se pronunciou através do Ministério das Relações Exteriores e disse que o bloqueio de Ormuz "não atende aos interesses da comunidade internacional".
Dois petroleiros ligados ao Irã deixaram o Golfo Pérsico nesta segunda-feira (13) pelo Estreito de Ormuz, antecipando-se a um bloqueio planejado pelos EUA contra portos e áreas costeiras iranianas, segundo dados de navegação da Kpler e da LSEG.
O navio-tanque Aurora está carregado com produtos petrolíferos iranianos, enquanto o navio-tanque New Future transporta diesel proveniente do porto de Hamriyah, nos Emirados Árabes Unidos, segundo dados da Kpler.
O controle operacional total da cidade de Bint Jbeil, no sul do Líbano, será alcançado em poucos dias, com a capacidade dos militantes do Hezbollah, apoiados pelo Irã, de atacar o norte de Israel a partir da região limitada, disse um oficial militar israelense nesta segunda-feira (13).
"Apenas um pequeno número de terroristas permanece na área de Bint Jbeil", disse o oficial à agência de notícias Reuters, acrescentando que os militares "eliminaram terroristas quando eles saíam do hospital em Bint Jbeil, além de localizarem diversos lançadores e armas".
Execuções no Irã
As autoridades iranianas executaram pelo menos 1.639 pessoas em 2025, o número mais elevado desde 1989, informaram nesta segunda-feira (13) duas organizações não governamentais.
As ONG também alertaram que “centenas de manifestantes detidos continuam sob risco de enfrentar a pena de morte”, depois que foram acusados de crimes capitais pelos protestos contra o governo em janeiro de 2026.
Se a República Islâmica “sobreviver à crise atual, existe um grave risco de que as execuções sejam utilizadas de forma ainda mais ampla como ferramenta de opressão e repressão. Ao criar medo com uma mídia de quatro ou cinco execuções diárias em 2025, as autoridades pretendiam evitar novos protestos para prolongar seu comando hesitante”, afirma o relatório.
Fonte/Créditos: G1
Créditos (Imagem de capa): G1

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