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Análise: Flamengo segue sem intensidade, tem erros simples e sobe pressão para o Maracanã

Equipe de Filipe Luís voltou a errar coisas básicas e perdeu por 1 a 0 para o Lanús, na Argentina

Análise: Flamengo segue sem intensidade, tem erros simples e sobe pressão para o Maracanã
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O Flamengo está se acostumando a uma rotina de dar explicações, ainda que não pareça ter resposta para a maioria das perguntas. É difícil entender o que leva o time a ter seguidas atuações tão ruins depois de manter a base de um 2025 vitorioso. Na derrota para o Lanús pela Recopa Sul-Americana, os jogadores voltaram a errar coisas simples e fizeram mais uma final ruim.

Após quase três meses de ano, o elenco sabe que se faz urgente a melhora. O período de pré-temporada teve fim, mas o grupo continua em rotação baixa como se ainda tivesse tempo. E em um calendário como este, não há tempo. A competição contra o vencedor da Sul-Americana ganhou um tom de importância maior após a derrota para o Corinthians na Supercopa, mas o pontapé inicial deu dores de cabeça ao torcedor.

Em um estádio lotado e que cantou os 90 minutos, o Fla não foi superior em nenhum momento. Teve apenas duas boas oportunidades, mas só um chute na direção do gol. A dificuldade não é apenas em um setor, mas em todos. Nem o tempo maior de recuperação foi capaz de entregar um Flamengo mais intenso. Os erros constantes fizeram com que os jogadores perdessem cada vez mais confiança. Aí entra o aspecto mental que também pesa.

No gol, Rossi começou afobado e dificultou lances que pareciam mais simples. Na linha defensiva, a insegurança parece cada vez maior. Falhas, pouca velocidade e problemas diversos na marcação dos adversários ditam o fim de uma defesa sólida de 2025 para uma que sofre demais em 2026.

No meio, falta consistência a Pulgar, entrosamento a Paquetá e mais de Arrascaeta fisicamente. No ataque, tudo parece inoperante. Nenhuma das formações testadas por Filipe deu qualquer resultado. Neste jogo, Carrascal iniciou como um 9, com Luiz Araújo e Cebolinha nas pontas. Mesmo com as mudanças de posição, nada aconteceu.

Foi pensando na parte física que Filipe Luís fez mudanças na escalação. Depois de poupar contra o Botafogo, contou com retornos de titulares, mas abriu mão da dupla Arrascaeta e Pedro por esperar um jogo mais pegado nesse sentido. A decisão é resultado de algo que ficou claro nas últimas partidas. No fim, nenhum dos dois conseguiu produzir.

— Hoje, basicamente dado o momento físico que vivemos, tentei equilibrar o máximo possível o físico, porque eu sabia que seria difícil, da mesma forma que foi contra o Vitória, conseguiram afogar bastante no nosso campo. Sabendo que no segundo tempo poderia fazer uma mistura de jogadores para equilibrar com a entrada do Pedro e do Arrasca, mas continuamos faltando o que é essencial para desbloquear um jogo assim, que é profundidade. Jogaram confortáveis, sempre pressionando e saltando na viagem da bola. Temos que melhorar urgentemente - analisou Filipe.

Lento e com poucas alternativas de jogo, o Flamengo sofreu na transição ofensiva e defensiva. Esse é outro que entrará para a lista de piores jogos desde que Filipe Luís chegou.

 

Fonte/Créditos: Globo Esporte

Créditos (Imagem de capa): Globo Esporte

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