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Terça-feira, 20 de Outubro 2026
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Futebol / Corinthians

Compliance do Corinthians solicita esclarecimentos sobre a SAFiel

Análise interna do clube levanta questionamentos sobre capital social, fundação recente da empresa e participação de sócio que integrou grupo

Compliance do Corinthians solicita esclarecimentos sobre a SAFiel
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O setor de compliance do Corinthians levantou informações sobre a SAFiel e apontou questões sensíveis sobre uma possível parceria do clube do Parque São Jorge com a empresa.


Na análise interna, o Corinthians classificou como "requer esclarecimentos" alguns pontos da SAFiel. São eles: 

fundação recente
capital social de "apenas" R$ 3 mil
participação do sócio Maurício Chamati

A  SAFiel foi registrada sob o nome de Invasão Fiel S/A no dia 18 de julho deste ano e, por isso, há receio pela falta de experiência no mercado. Também chamou a atenção do compliance o baixo valor do capital de abertura, o que gerou ressalvas sobre o potencial de arrecadação de R$ 2 bilhões, conforme prometido

A informação foi divulgada pelo portal UOL e confirmada pelo ge.

O compliance corintiano apontou que Maurício Chamati, um dos sócios da SAFiel, participou durante a gestão do ex-presidente Augusto Melo, no ano passado, do Comitê Independente de Finanças. Neste grupo, o empresário teria tido acesso a informações confidenciais sobre o clube do Parque São Jorge. 

A análise interna do Corinthians levantou dúvidas sobre o caso, visto que Chamati poderia ter se aproveitado do acesso privilegiado para desenhar a proposta da SAFiel. 

Procurada pela reportagem, a atual gestão do Corinthians informou que é de praxe levantar informações sobre todo e qualquer possível parceiro do clube.

O que é a SAFiel
A SAFiel transformaria o Corinthians em SAF, com cultura empresarial e gestão profissional do futebol, que seria separado do clube social.

O projeto prevê que a SAF corintiana detenha todas as propriedades de futebol do Corinthians, masculino, feminino e categorias de base. Elas seriam separadas do clube social e migradas para uma nova empresa, chamada Invasão Fiel S/A.

Esta empresa seria uma holding com ações disponíveis para compra no mercado. Haveria duas classes de ações: uma destinada a torcedores investidores, obrigatoriamente sócios ou membros do programa Fiel Torcedor, com direito a voto na administração da SAF, e outra voltada a investidores institucionais não torcedores, sem direito a voto.

O projeto estipula que as ações sejam amplamente disponibilizadas aos torcedores, de diferentes faixas de renda. Entretanto, nenhum acionista poderia votar com mais de 1,8% do capital social, mesmo que a sua participação seja maior do que este percentual. Isso para evitar que algum investidor tenha poder excessivo.

A SAFiel estima que seria possível captar entre R$ 1,6 bilhão e R$ 2,5 bilhões. Esses recursos seriam utilizados para reestruturar as dívidas, inclusive da Neo Química Arena, modernizar o CT, construir CT para base, investir no elenco e melhorar infraestrutura, sistemas, processos, compliance e governança.

O Corinthians tem dívida na casa dos R$ 2,7 bilhões, conforme o último balancete disponível.

O clube associativo, separado do futebol, receberia royalties mensais da SAF, se livraria das dívidas e poderia se dedicar às suas atividades esportivas e sociais

Fonte/Créditos: Globo Esporte

Créditos (Imagem de capa): Globo Esporte

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