Nem mesmo ao chegar à Seleção, há 16 anos, Neymar lidou com situação parecida com a que vive em sua quarta Copa do Mundo. Titular desde a estreia com a amarelinha, aos 18 anos, o atacante foi reserva do Brasil em raras ocasiões.
O jogo contra a Escócia, na última quarta, foi apenas o sexto em que Neymar sentou no banco. Até então, ele só tinha sido suplente em amistosos, tanto para descansar quanto para que outros atletas fossem observados na equipe. A titularidade do camisa 10 nunca esteve sob dúvida.
Agora o cenário é diferente. Após três anos longe da Seleção, o atacante voltou com outro status e seguirá como opção no banco de reservas no duelo contra o Japão, nesta segunda-feira, às 14h (de Brasília), pela segunda fase da Copa.
Questões individuais e coletivas explicam a decisão de Carlo Ancelotti. Embora recuperado de lesão muscular na panturrilha e já com melhor condicionamento físico, Neymar ainda precisa readquirir ritmo e intensidade, algo normal para quem ficou afastado dos gramados por cinco semanas.
Além disso, o Brasil teve bom desempenho sem ele na vitória por 3 a 0, na última quarta-feira, e deve manter a formação para o duelo contra o Japão.
Esta nova realidade tem sido bem aceita por Neymar, cujo comportamento é elogiado tanto em público quanto em privado. Neste primeiro mês de trabalho com o craque, Carlo Ancelotti tem comprovado os relatos que colheu antes de convocá-lo, de um atleta comprometido com a Seleção, que aceita os comandos do técnico e da direção e que faz bem para o ambiente interno, seja alegrando o dia a dia, seja orientando e apoiando os companheiros.
– Trabalhou e treinou para recuperar com muito profissionalismo e muita seriedade. Ele, por suas qualidades, pode ajudar o time nessa Copa do Mundo. Jogou bem os poucos minutos que teve – disse Ancelotti, após a partida contra a Escócia.
Já na véspera, o italiano tinha destacado a importância do camisa 10 também fora de campo:
– A atitude de Neymar esses dias foi muito boa. Ele conhece muito bem os companheiros. Trabalhou muito bem, com muita seriedade. Tentando recuperar o mais cedo possível. Estou muito feliz com ele. Se não joga, ajuda com experiência, conhecimento do jogo, ajuda com os jovens. Está muito bem.
O período de convivência nos Estados Unidos tem servido para a dupla fortalecer a relação. Nos treinos, Ancelotti e Neymar têm aparecido sorridentes em bate-papos e trocado brincadeiras e gestos de carinho.
– Estou pronto para jogar seja quantos minutos forem. Estou aqui para ajudar a Seleção – declarou o camisa 10, após o duelo contra a Escócia.
Nesta segunda-feira, Neymar reencontrará a sua maior vítima pela Seleção. Em cinco jogos contra o Japão ele marcou nove gols. Quem sabe o 10º não venha de um jeito inédito, saindo do banco de reservas.
Fonte/Créditos: Globo Esporte
Créditos (Imagem de capa): Globo Esporte
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