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Guanaes admite frustração com eliminação e projeta evolução do Mirassol: "Tirar lições"

Treinador evitou procurar justificativas, mas disse que saída precoce do Paulistão pode ter impacto positivo na sequência da temporada

Guanaes admite frustração com eliminação e projeta evolução do Mirassol:
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O Mirassol está fora da próxima fase do Campeonato Paulista. Após a derrota por 2 a 1 para a Portuguesa Santista, em casa, a eliminação foi confirmada. O técnico Rafael Guanaes analisou o momento da equipe, reconhecendo falhas e evitando justificativas, projetando também a sequência da temporada.

O treinador também comentou o fim da longa série invicta de 24 jogos no Maião. Neste período, foram 14 vitórias e 10 empates, incluindo 19 partidas pelo Brasileirão do ano passado, duas no deste ano e três no estadual. O treinador adotou um tom de gratidão, apesar da frustração pelo resultado.

— Infelizmente perdemos uma longa série invicta, fico bem chateado com esse contexto, mas ao mesmo tempo precisamos entender que esse tipo de coisa pode acontecer. Na verdade eu quero mais é agradecer por todo esse período que conseguimos ter essa série tão longa desde Série A do ano passado, passando por esse ano.

— Não merecíamos resultados melhores no Campeonato Paulista, não tenho do que reclamar, pelo contrário, só agradecer. Pela oportunidade que tivemos de disputar essa grande competição no cenário nacional.

Guanaes também destacou que o elenco ainda passa por ajustes e que o momento exige evolução rápida para encarar as próximas competições.

— Precisamos fazer alguns sacrifícios, é uma montagem e remontagem da equipe. Temos muita coisa pra fazer ainda, muita coisa para trabalhar, isso sabemos fazer bem. Vamos treinar bastante para que possamos evoluir, avaliar com calma e conseguir colocar todo mundo no mesmo nível competitivo. As competições que vamos estar disputando e as que virão a ser disputadas, elas não permitem oscilações.

Ao abordar os desfalques e as dificuldades típicas de início de temporada, o técnico reconheceu os obstáculos, mas reforçou que é preciso assumir responsabilidades.

— Esse é o fator principal, de ter todos à disposição. Começo de temporada se perde muito o risco de perder jogador, cada um chega num cenário diferente, de competições diferentes, adaptação a carga, ao modelo de jogo, jogos em sequência que impossibilitam uma recuperação plena. Tudo isso acabou atrapalhando. Eu não gosto de jogar por esse lado, porque fica um tom de justificativa, eu falo pro meu filho: quando estamos errados, colocamos o rabinho entre as pernas e ficamos calados para buscar melhorar. É isso que sempre fazemos, isso que eu sempre penso, temos que melhorar ao mesmo tempo assumir responsabilidade.

Eu, jogadores, todo mundo, assumir as responsabilidades, não podemos sentir tanta falta, precisamos manter padrões, elevar padrões na verdade. Focar para frente e focar em evoluir. Esse é o desafio de 2026, estar sempre cuidando de cada detalhe, trabalhando bastante, porque é uma temporada diferente pro Mirassol. Precisa estar todo mundo na mesma página, pensando em construção de dia a dia, conexão, desempenho e ainda sim, fazendo tudo certo, vamos aproveitar muito bem a estrutura, esse tempo, para que possamos buscar diminuir essas diferenças que afetam tanto o desempenho em relação ao aspecto coletivo.

Sobre o peso da invencibilidade e o aprendizado deixado pela derrota, o técnico do Leão ressaltou que a queda pode servir como ponto de virada.

— A invencibilidade era algo importante para nós, sentimos um pouco, mas já vai servir como aprendizado para virarmos a página. Uma hora ia acontecer. As competições agora, as três que vamos disputar, são de nível muito alto, não podemos oscilar como oscilamos. Não podemos cometer tantos erros assim, seja no momento que estamos muito bem e precisar definir melhor o último terço, caprichar um pouco mais nas finalizações.

O treinador também demonstrou incômodo com o número de gols sofridos e apontou a necessidade de ajustes coletivos.

— Me incomoda, estar tomando gol todos os jogos. Sempre temos feito gols, fator primordial na Série A, para ser eficiente, é a quantidade de gols que você faz, mas estamos cedendo a algumas situações que estão me incomodando. Vamos ter esse período para conseguir ajustar, não só em aspectos individuais mas coletivos também.

— Precisamos de consistência, equilíbrio durante os jogos, mentalmente nos mater forte que é uma das nossas características, entender que o desafio é gigante e precisa estar todo mundo no seu máximo, no seu melhor, para que possamos sempre ter performance e isso vai nos ajudar a ter resultados.

Ao falar diretamente sobre a frustração por não alcançar as quartas de final, Guanaes foi enfático, mas manteve a convicção no planejamento adotado.

— Perder é frustrante. Perder é trágico. Sabíamos do plano, fizemos o nosso melhor para classificarmos, e ao mesmo tempo, priorizamos o Campeonato Brasileiro. Mesmo fazendo tudo isso, ainda perdemos seis jogadores para o que é do começo da temporada.

— Se olhar para trás pensando em planejamento, nesse momento em relação ao planejamento eu não tenho arrependimento. Eu vou pensar, vou me auto avaliar, me auto criticar também, mas, sabíamos do risco. Mas eu queria sair do Campeonato Paulista? Não. A fórmula é esquisita, mas a responsabilidade é nossa. Temos que tirar lição mas, a partir de amanhã já trabalhar.

Por fim, o treinador avaliou o impacto da eliminação na sequência do ano e afirmou que a queda pode fortalecer o grupo.

— Impacta positivamente porque, quando perdemos, ficamos mais ligados. Impacta muito, de forma positiva, porque vamos trabalhar mais, precisamos entender que temos que estar no nosso melhor e fazer o nosso máximo sempre.

O time amarelo volta à campo somente no dia 10 de março, contra o Santos pelo campeonato Brasileiro, às 21h30 no Maião, em Mirassol. O jogo do meio de semana contra o Flamengo foi adiado, uma vez que o Rubro-negro enfrenta o Lanús, na Argentina, na quinta-feira, pela Recopa Sul-Americana.

Fonte/Créditos: Globo Esporte

Créditos (Imagem de capa): Globo Esporte

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