O Santos adiou o pagamento da dívida de R$ 12 milhões com o Monaco, da França, após não ter sucesso na negociação com o lateral-direito Martirena, do Racing, da Argentina. Sem reforços engatilhados, a diretoria prefere usar o dinheiro para resolver outras situações, como o pagamento dos direitos de imagens dos atletas, que estão atrasados há dois meses.
O clube está impedido de registrar novos atletas por ter um transfer ban ativo na Fifa referente à dívida com os franceses pela compra do volante Jean Lucas.
A diretoria já aguardava pela chegada de Martirena, de 25 anos, por empréstimo. Ele seria envolvido em uma troca com o zagueiro Adonis Frías. O Atlas, do México, porém, atravessou a negociação.
O clube mexicano seduziu o zagueiro e o Santos com uma proposta de compra e um salário maior ao atleta. Neste momento, o martelo ainda não foi batido, mas a tendência é que Adonis opte pela saída para o México e não para a Argentina. Nesse cenário, Martirena não será jogador do Santos.
Como não tem mais jogadores acertados neste momento, a diretoria não tem mais pressa de quitar a dívida ativa na Fifa.
O Santos foi condenado pela Fifa, em 20 de maio de 2025, mas recorreu à Corte Arbitral do Esporte (CAS), o órgão julgador máximo do esporte. O CAS rejeitou o recurso. Pela decisão, o clube fica proibido de contratar por três janelas de mercado ou até quitar 2,032 milhões de euros (cerca de R$ 12 milhões) que o clube deve à equipe francesa.
O Monaco iniciou o processo na Fifa porque o Santos pagou as duas primeiras parcelas da compra de 6 milhões de euros, uma em 31 de agosto de 2023 e outra em 30 de junho de 2024, mas deixou de arcar com a terceira e última, no valor de 2 milhões de euros, vencida em 31 de janeiro de 2025.
Naquela época, a diretoria tentou o parcelamento da última prestação, com metade a ser paga em 30 de agosto de 2025 e outra em 31 de janeiro de 2026. O Monaco rejeitou a proposta.
Fonte/Créditos: Globo Esporte
Créditos (Imagem de capa): Globo Esporte
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