O Santos ficou no empate por 2 a 2 com o Bahia, sábado, em Salvador, pela 13ª rodada do Brasileirão. Conquistar um ponto fora de casa poderia até ser comemorado, mas o contexto da partida deixou um gosto amargo para o Peixe, que chegou a estar com 2 a 0 no placar (Rollheiser marcou duas vezes de pênalti) e cedeu a igualdade.
Para piorar, a equipe da Vila Belmiro pode entrar na zona de rebaixamento dependendo dos resultados da rodada neste domingo. Atualmente, o time está em 15º, com 14 pontos.
Depois levar a virada para o Fluminense, na rodada anterior, o auxiliar-técnico Cuquinha reclamou da falta de sorte do Santos, mas contra o Bahia o que faltou foi consistência.
Além disso, o Peixe pecou na hora de "matar o jogo" e acumulou chances perdidas quando ainda estava à frente no placar, o que poderia ter acabar com qualquer chance de reação do adversário.
Lautaro Díaz, por exemplo, teve duas oportunidades claras. Aos 25 minutos do segundo tempo, com o placar em 2 a 0, ele foi lançado por Gabriel Bontempo e ficou cara a cara com o goleiro, mas finalizou mal, em cima de Léo Vieira.
Depois, com o jogo empatado por 2 a 2, ele foi lançado com muita liberdade. Lautaro avançou até a grande área e tinha um companheiro livre ao lado. Mas, se enrolou com a bola, perdeu o controle e devolveu a posse para o Bahia.
O Santos fez um bom jogo taticamente, mesmo com atuações ruins de Rony e Mayke. O problema é que um jogo com aplicação tática e com marcação forte pede que o técnico rode o time. Não dá para manter a intensidade com os mesmos 11 jogadores por 90 minutos
Assim como foi contra o Fluminense, o Santos deixa o campo com um gosto amargo depois de bons momentos em campo. Desperdiça pontos que vão fazer falta lá na frente.
O cenário que se desenha para 2026 parece ser o mesmo do ano passado, de lutar para sair da parte mais baixa da tabela, mas com jogadores que, na teoria, poderiam entregar mais em campo.
Fonte/Créditos: Globo Esporte
Créditos (Imagem de capa): Globo Esporte
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