Técnico do Santos, Cuca endossou o discurso e a reclamação de seus jogadores contra a arbitragem de vídeo na partida contra o Cruzeiro, empatada em 0 a 0, no Mineirão, neste domingo, pela oitava rodada do Campeonato Brasileiro. Segundo ele, a imagem do lance que seria legal já está circulando entre os jogadores e o deixou absolutamente perplexo.
Liderada por Diego Pombo, a arbitragem de vídeo anulou o gol marcado por Barreal aos 49 minutos do segundo tempo por impedimento. A linha foi traçada em cima da disputa de bola do argentino com outro jogador do Cruzeiro. A reclamação santista é de que havia outro atleta celeste, longe do lance, que dava condição a Barreal.
– Eu vou começar pelo fim. Nossa, eu vi o ângulo do gol, no telão, já saí comemorando. Além do corte de grama, há outras imagens. Não entendo porque esse gol foi anulado. Quando ele bate, não tem como estar impedido. No máximo, na mesma linha. E a estratégia seria totalmente perfeita.
– Jogo difícil, complicado, equipes na parte de baixo da tabela. Tem que fazer erro zero. Cruzeiro teve duas grandes chances e nós tivemos um gol mal anulado. VAR jogou fora a boa arbitragem do Ramon. A imagem já está no grupo dos jogadores. Está para trás. Teríamos nós ganhado um jogo importante. Fazer o quê? Vida que segue. VAR errou. Tentar melhorar, melhorar quem não jogou e ficar mais forte – disse Cuca, em sua primeira resposta.
Para Cuca, o jogo pode ser analisado por duas óticas diferentes: um ponto importante fora de casa, e outros dois deixados para trás por erro de arbitragem, segundo o comandante.
– Ponto a comemorar, porque é um jogo decisivo mesmo sendo precoce em termos de campeonato. E um gol normal que fizemos. Não havia impedimento. Tem o corte de grama. Não entendo porque anulou, mas é vida que segue. Trabalhar forte e melhorar – completou Cuca, projetando ao time a volta de Neymar e de Gabigol, que não atuaram no Mineirão.
– Sem dúvida quero achar meus 11. Um treinador quer é isso, mas, às vezes, você não consegue e fica trocando, querendo encontrar o jogador certo. Eu quero definir meus 11. Não precisa ser rigoroso assim na modernidade do jogo de hoje, com tantos jogos. Um jogador não joga oito partidas no mês. Ter um 14, um 15, saber com quem luta e pelo quê. Temos uma parada no meio do ano e até lá fazer o máximo de pontos possível. Até lá, avaliar bem nosso grupo – completou.
Para Cuca, falta ao Santos ainda uma peça capaz de cadenciar o jogo e auxiliar de forma tranquila e contundente na saída de bola.
– Temos que descobrir quem é (esse jogador). Está faltando tranquilidade, condição melhor para ter a saída de jogo. No começo do jogo, erramos uma, duas, atrasamos bola perigosa para o goleiro e isso é um risco demasiado. Thaciano entrou muito bem. O segundo tempo foi mais equilibrado. O gol da partida foi nosso. Uma pena ser mal anulado – seguiu.
Para encerrar, Cuca falou sobre Tomás Rincón. O volante de 38 anos estava fora dos planos da antiga comissão técnica e da diretoria, mas pediu ao novo comandante para atuar, foi relacionado e entrou no jogo no segundo tempo.
– Ele entrou num momento complicado do jogo, Oliva cansou e pediu para sair. Mesma forma o Gustavinho. Entrou o Schmidt. Que são dois jogadores importantes e vão nos ajudar. É jogador bom, experiente, de seleção, pode nos ajudar, mas deve ter sentido o cansaço – finalizou.
O Santos agora terá 12 dias livres para descanso e treino até a partida contra o Remo, em 2 de abril, pela nona rodada do Campeonato Brasileiro, na Vila Belmiro.
Fonte/Créditos: Globo Esporte
Créditos (Imagem de capa): Globo Esporte
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