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Polícia Civil e MP instauram novo inquérito para apurar corrupção no departamento social do São Paulo

Clube é alvo de terceira investigação distinta para analisar irregularidades na administração

Polícia Civil e MP instauram novo inquérito para apurar corrupção no departamento social do São Paulo
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O Ministério Público e a Polícia Civil abriram novo inquérito para apurar indícios de corrupção no departamento social do São Paulo. O alvo é António Donizete Gonçalves, ex-diretor social do clube e conhecido por Dedé.

O ex-diretor teria oferecido vantagens dentro do clube a uma pessoa. O ge teve acesso ao conteúdo do áudio em que Dedé oferece benefícios a partir da cobrança de uma "taxa de entrada" para o negócio. A instauração do inquérito em questão foi noticiada inicialmente pelo UOL.

Desde o fim do ano passado, diversas irregularidades vieram à tona no clube. A partir de reportagem do ge, que trouxe a denúncia da venda irregular de um camarote da presidência, o clube passou a ser alvo de outras investigações sobre supostas irregularidades e desvio de dinheiro do caixa (veja mais abaixo em detalhes).

As denúncias levaram ao impeachment e posteriormente à renúncia de Julio Casares da presidência do São Paulo. Harry Massis foi empossado em seu lugar. Ele fica no cargo apenas até o fim do ano, quando novas eleições serão realizadas. Massis era vice de Casares.

No início da semana, o São Paulo anunciou a contratação de uma consultoria para realizar uma investigação interna com o objetivo de apurar os fatos e recomendar diretrizes para aprimoramento de controles internos e evolução das práticas de governança do clube. O trabalho será feito pela FTI Consulting e pelo escritório de advocacia Machado Meyer.

 

Entenda a crise no São Paulo

 

No início do mês, Julio Casares foi afastado preventivamente da presidência do São Paulo após 188 conselheiros votarem a favor do seu impeachment. Foram 45 votos contra e dois em branco. Poucos dias depois, o ex-presidente renunciou ao cargo

O requerimento para o impeachment foi protocolado pelo grupo de conselheiros do São Paulo e se baseou, principalmente, na exploração clandestina de um camarote do Morumbis.

Em um áudio obtido com exclusividade, os diretores Mara Casares e Douglas Schwartzmann admitem ter participado de um esquema para uso clandestino de um camarote no show da Shakira, em fevereiro deste ano. O agora diretor adjunto licenciado de futebol de base do São Paulo também admite ter ganhado dinheiro.

O Ministério Público tem mais dois inquéritos para apurar os acontecimentos, um civil e outro criminal. O segundo, inclusive, já estava aberto e neste momento é tocado pela Polícia Civil, que apura possíveis desvios de dinheiro do São Paulo.

O órgão apura a razão do recebimento de R$ 1,5 milhão por depósitos em dinheiro nas contas de Julio Casares. Outra investigação tenta explicar 35 saques nas contas do clube entre 2021 e 2025, totalizando R$ 11 milhões.

 

 

Fonte/Créditos: Globo Esporte

Créditos (Imagem de capa): Globo Esporte

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