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Admar vai à coletiva e diz que Renato continua no Vasco após derrota: "Estamos com ele"

Treinador não comparece à sala de entrevista. Diretor de futebol revela que Renato "ficou muito sentido com as críticas" e houve "conversa de quase um

Admar vai à coletiva e diz que Renato continua no Vasco após derrota:
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A entrevista coletiva do Vasco após a derrota por 3 a 0 para o Bragantino, neste domingo, foi diferente do habitual. Isso porque o técnico Renato Gaúcho não compareceu para dar esclarecimentos, como é de costume. No seu lugar, o volante Thiago Mendes e o diretor de futebol Admar Lopes subiram à tribuna e "assumiram a responsabilidade". Apesar da ausência, Renato continua no cargo.

Admar e Thiago chegaram à sala de coletiva apenas uma hora e meia depois do apito final do jogo. O diretor português explicou por que apenas ele e o volante deram entrevistas.

— Nós quisemos assumir a responsabilidade e não deixamos o Renato vir para a coletiva [...] O Renato ficou muito sentido com as críticas. Houve muita conversa, mas o Renato não pediu demissão. Não está na mesa a possibilidade dele sair. Houve uma conversa muito aberta, de homens, e fizemos esse gesto para mostrar que estamos com ele. Assumimos as nossa responsabilidade e a culpa nunca é só de uma pessoa — iniciou Admar Lopes, antes de explicar a conversa que teve com o treinador:

— Na verdade, muita gente conversou (com o Renato). Foi uma conversa de mais de uma hora. O Renato sentiu muito as críticas e a derrota. Houve muita conversa. Todo mundo falou. E o grupo, juntamente com a diretoria, decidiu tomar essa atitude porque acreditamos que o Renato não pode vir sozinho assumir a culpa da derrota.

Posteriormente, o volante Thiago Mendes deu a posição como líder dos jogadores. Ele manteve o mesmo tom de Admar Lopes e assumiu a responsabilidade pela atuação.

— Pessoalmente queria pedir desculpa ao torcedor que compareceu hoje, não foi o resultado que todo mundo esperava. Temos que trabalhar agora, levantar a cabeça, temos jogo importante quarta e temos que sair da situação que está. Três derrotas seguidas, não pode continuar assim. Nós temos que bater no peito e representar o Vasco. Sabemos as dificuldades dentro e fora de casa, mas temos que trabalhar. [...] Sabemos que quem entra em campo somos nós, jogadores. Hoje, tínhamos que dar a cara na entrevista. Ele não é culpado. Demos a cara por ele. Ele não teve culpa nenhuma. Quem teve foram os jogadores que entraram em campo — completou Thiago Mendes.

As críticas aconteceram depois de a torcida do Vasco perder a paciência com a atuação do time na derrota para o Bragantino, e Renato Gaúcho foi um dos alvos. Depois de vaiar Lucas Piton, Brenner e Saldivia, o público presente ao estádio xingou o treinador logo após o terceiro gol da equipe paulista.

Renato, então, virou-se para a arquibancada e gesticulou: "Eu?". Na sequência, torcedores atiraram copos na direção do treinador, que deixou a área técnica e foi para o banco de reservas. Na sequência, os torcedores chamaram Renato de "covarde". Na saída para o campo, o técnico fez um sinal de positivo para a arquibancada.

Com a derrota, o Vasco, com 20 pontos, está a dois de distância da zona de rebaixamento. Agora, o clube volta a campo na próxima quarta-feira, quando enfrenta o Barracas Central, às 19h, em São Januário, pela Conmebol Sul-Americana. No Brasileirão, pega o Atlético-MG no próximo domingo, às 16h, também em casa.

 

Confira outras respostas de Admar e Thiago Mendes:

 

Busca por reforços:

Admar Lopes: "Janela abre no mês de julho. É uma seleção interna, entendemos que há jogadores que chegaram na última janela e ainda não conseguiram se adaptar e não entregaram o que esperávamos. Há algumas incertezas"

Avaliação trabalho de Renato:

Admar Lopes: "Obviamente, depois de perder 3 a 0 em casa é difícil responder essa pergunta dentro do contexto de hoje. Mas se analisar a pontuação do Renato desde que chegou é positiva. Começamos muito mal o campeonato, acho que o Renato conseguiu recuperação muito boa. Precisamos de mais estabilidade, não oscilar tanto, mas o impacto que o Renato teve no grupo foi enorme, o respeito do grupo e a confiança da diretoria muito grande. Por isso acreditamos que vai ser capaz de dar essa estabilidade que precisa"

Exemplo aos jovens:

Thiago: "Bastante difícil, um jovem estreou como titular. Não esperava perder, mas foi bem, deu tudo de si, saiu com cãibra, espero possa colocar cabeça no lugar, temos jogo importante quarta e espero buscar classificação dentro de casa"

Admar Lopes: "Se tivesse jogado a mesma equipe nos últimos três jogos, não há nenhuma garantia que teríamos ganhado, na minha ótica"

Elenco:

Admar Lopes: "Numericamente acha que o Vasco é reduzido? No meu entender 24, 25 jogadores em um elenco profissional, até pela tradição do Vasco na base, é mais que suficiente. Na nossa planificação houve uma reflexão de uma posição de ter mais um jogador, que é na posição de volante. Tentamos e por limitação financeira não conseguimos. Mas tirando essa posição, acho que numericamente... É diferente de qualitativamente, mas numericamente acho que o elenco é suficiente. Mas há jogadores que não entregaram ainda o que esperávamos, mas não tem a ver com tamanho do elenco"

Poupar muito?

Thiago Mendes: "Acho que o Renato está dando tudo de si, estamos dando importância aos três campeonatos. Mas um jogador não pode jogar as três porque corre um risco de lesionar, isso é fato. Ele está tentando rodar o grupo, pegando as melhores peças e tentando encaixar para dar sustentação nos três campeonatos"

Análise um ano no Vasco:

Admar Lopes: "O elenco do Vasco neste momento é capaz de não suportar estável com duração no tempo quando falham três, quatro, cinco, seis jogadores importantes. Ainda não conseguimos chegar a esse patamar. Há poucos clubes no Brasil que falham cinco ou seis jogadores e conseguem competir. Nós não estamos nesse patamar infelizmente, é o nosso objetivo. Em relação à instabilidade, está identificada internamente. Mas uma coisa é identificar e outra é dar solução. Quando há dois, três, quatro resultados positivos, parece que há um relaxamento e logo a seguir vem uma queda. Pelo que eu percebi, conversei, vem acontecendo isso nos últimos três, quatro anos, não só nesse ano que estou aqui. Isso é fácil de identificar, dar a solução é mais difícil. Há uma reflexão interna com presidente, com Renato, com o grupo, temos consciência disso. O que fazer? Vamos tentar, é tentativa e erro. Não podemos em todas as janelas tirar 10 jogadores e trazer outros 10"

Fonte/Créditos: Globo Esporte

Créditos (Imagem de capa): Globo Esporte

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