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Chegada de Rafinha e declarações polêmicas colocam em xeque o futuro de Crespo no São Paulo

Técnico tem o trabalho questionado em meio a má campanha no Paulistão e inicia a semana ameaçado; nome de Allan Barcellos, do sub-20, ganha força

Chegada de Rafinha e declarações polêmicas colocam em xeque o futuro de Crespo no São Paulo
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A chegada de Rafinha como novo gerente esportivo do São Paulo e as últimas declarações do presidente Harry Massis Júnior podem impactar diretamente na sequência do trabalho do técnico Hernán Crespo. O ex-jogador assume a nova função no Tricolor a partir desta terça-feira.

Com apenas uma vitória em cinco partidas e a ameaça de rebaixamento no Paulistão, Crespo passou a ter o trabalho questionado no Tricolor. As manifestações do treinador na entrevista coletiva após a derrota no clássico contra o Palmeiras também não pegaram bem internamente.

O treinador argentino saiu em defesa do elenco e citou que os jogadores "há meses não ganham salário". A diretoria do São Pauloalega que os salários estão em dia e que somente os direitos de imagem são pagos com atraso. Segundo Rafinha, há um acordo encaminhado para resolver o problema ainda nesta semana.

Crespo também causou polêmica ao dizer que o principal objetivo do São Paulo na temporada é chegar aos 45 pontos e evitar o rebaixamento no Brasileirão. No dia seguinte, após a final da Copinha, o novo presidente discordou do treinador.

– Nós não vamos pensar em 45. Nós temos que subir mais, nossa... Nós temos que tentar uma classificação para a Libertadores. Tem o oitavo lugar, tem esse lugar assegurado. Então nós temos que pensar nisso. Ele (Crespo) foi muito modesto – disse Massis.

Rafinha chega com a missão de sacudir o vestiário e resgatar o ânimo dos jogadores para a sequência da temporada. Justamente no momento em que Crespo afirma claramente que não confia em bons resultados ao longo do ano.

– O São Paulo tem que resgatar isso. Mas desse jeito, sem soberba, sem ficar achando que a história vai levar o São Paulo, não leva mais. Infelizmente, o São Paulo ficou parado. Eu estive lá três anos como atleta. Agora, também não é terra arrasada. Discurso de fracassado, de já entrar sofrendo, não cabe mais também. Isso aí também não vai acontecer. Não pode acontecer.

–Vamos olhar para frente. O São Paulo é um clube gigante, foi muito feliz, era modelo. Ficou parado agora esse discurso de perdedor, de fracassado, de medo, não cabe. É um desafio muito grande na minha vida, espero poder ajudar da melhor forma – afirmou Rafinha, durante o programa Seleção sportv.

O São Paulo considera que o time poderia estar jogando melhor, mesmo com a crise política e a falta de dinheiro para fazer grandes investimentos em contratações. Desde junho do ano passado, quando assumiu o time, o treinador soma 37 partidas, com 14 vitórias, seis empates e 17 derrotas. O aproveitamento é de 43% dos pontos disputados.

 

Fonte/Créditos: Globo Esporte

Créditos (Imagem de capa): Globo Esporte

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