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Dorival lamenta queda de produção do São Paulo e diz que "instinto de proteção" atrapalhou

Equipe abriu o placar com Luciano, mas acabou se retraindo e sofreu o empate contra o Botafogo

Dorival lamenta queda de produção do São Paulo e diz que
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O São Paulo saiu na frente com Luciano, mas cedeu o empate ao Botafogo nos minutos finais e ficou no 1 a 1, neste sábado, no Morumbis, pela 17ª rodada do Campeonato Brasileiro. Barrera marcou para os cariocas aos 44 minutos do segundo tempo e ampliou o jejum do time paulista para oito jogos sem vitória.

O técnico Dorival Júnior valorizou a atuação da equipe no primeiro tempo e lamentou a queda de desempenho na etapa final.

— Tivemos um primeiro tempo com quase 70% de posse, criando oportunidades. Fizemos o primeiro gol, como no jogo anterior, mas não conseguimos ampliar. Acredito que o Botafogo não tenha tido um chute no nosso gol no primeiro tempo. Na segunda etapa, foi outra situação, outra história. Talvez o momento faça a equipe querer se proteger e se resguardar de todas as maneiras. Essa é a impressão que passa para nós. Porque o jogo não mudou, as características foram as mesmas — disse o treinador em entrevista coletiva.

A última vitória do São Paulo foi no dia 24 de abril, contra o Mirassol. Dorival acredita que a pressão para encerrar a sequência negativa deixa a equipe mais retraída nos minutos finais, o que pode ter custado os três pontos.

— Talvez esse instinto natural de querer se proteger tenha nos tirado mais uma vez a oportunidade de conquistar um grande resultado, que nos colocaria em uma condição melhor na tabela.

Foi o segundo empate seguido desde o retorno de Dorival Júnior. Com pouco tempo para implementar suas ideias, o treinador elogiou a base deixada por Roger Machado e Hernán Crespo e indicou que o caminho para a retomada das vitórias passa pela recuperação da confiança da equipe.

— Tudo o que vimos no primeiro tempo tem muito do trabalho do Roger. Tem dele, tem do Crespo. Estou procurando dar sequência, corrigindo uma ou outra coisa que perceba, ou que sinta faltar um pouco mais de confiança. Precisamos acreditar mais que podemos construir e sustentar um resultado, não apenas conquistá-lo inicialmente.

— Isso aconteceu nas duas partidas. Talvez tenha sido o mesmo comportamento de uma para a outra. Tivemos ótimo volume de jogo, fizemos o gol e criamos outras oportunidades. Retraímos desnecessariamente — disse o treinador.

O São Paulo volta a entrar em campo na próxima terça-feira, às 19h, contra o Boston River, no Morumbis, pela última rodada da fase de grupos da Sul-Americana. Os comandados de Dorival Júnior precisam vencer para avançar às oitavas de final sem depender de outros resultados.

No domingo, o Tricolor encara o Remo, às 20h30, no Mangueirão, pelo Brasileirão, na última rodada antes da paralisação para a Copa do Mundo.

Outras respostas de Dorival Júnior

 

Reforços?

— Já era uma iniciativa da diretoria. Estou conversando diariamente com eles. Já pontuei algumas situações. Eu evito às vezes falar de posições, de nomes, porque tem que ter liberdade para trabalhar da melhor forma possível. Mas precisamos preencher algumas funções com atletas que venham a ser importantes e que coloquem uma disputa um pouco maior nesse contexto que vem existindo neste instante.

Pedro Ferreira

— Pedro Ferreira entrou muito bem, não estava preparado um tempo tão longo para ele. Imaginava muito menos, uns 30 minutos talvez. Mesmo assim nos deu uma boa resposta. A alteração foi basicamente em cima daquilo que estava acontecendo, estávamos sendo envolvidos. Pensei em melhorar mais a nossa marcação, a contenção, e não por ter entrado na primeira etapa e saído na segunda... Acho que ele foi até além do que imaginávamos. Estamos conhecendo esses garotos ainda. Pouquíssimos jogos, tempo de treinamento. Está sendo difícil até acertar os nomes, para se ter uma ideia.

Nível de lesões

— O nível de lesões é muito alto em todas as equipes, não só no Saõ Paulo. Hoje o Botafogo teve vários fora de combate, como nós tivemos. É uma situação que já sabíamos que viria a acontecer, justamente pelo pouco tempo, de uma preparação do início do ano. tínhamos noção e consciência que seria um campeonato muito difícil, muito disputado. As diferenças com duas ou três equipes brigando no grupo de cima, seis ou sete numa outra faixa intermediária, e a proximidade muito curta entre a zona de rebaixamento e a zona de classificação para uma Libertadores. Prova o equilíbrio que a competição vem tendo. As dificuldades que os times vêm passando. Temos que conviver com esse tipo de situação.

 

Fonte/Créditos: Globo Esporte

Créditos (Imagem de capa): Globo Esporte

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