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Casal começou a vender pipoca em carrinho de rua e hoje tem rede que fatura R$ 26 milhões

Mauricio Matheus e Andressa Martins deram início à Baurucas com um investimento de R$ 3 mil. Hoje, são 43 lojas em funcionamento

Casal começou a vender pipoca em carrinho de rua e hoje tem rede que fatura R$ 26 milhões
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Em busca de um produto que exigisse baixo investimento inicial e fosse prático de vender nas ruas, o casal Mauricio Matheus e Andressa Martins viu nas pipocas uma possibilidade de empreender. Com o objetivo de se diferenciar, eles apostaram na variação gourmet do produto e, em 2018, colocaram um carrinho nas ruas do Rio de Janeiro (RJ), dando início à primeira unidade da Baurucas. Com o tempo, o negócio escalou e, hoje, a marca soma 43 lojas em operação e um faturamento anual que chegou a R$ 26 milhões em 2025.

Segundo Matheus, a vontade de empreender sempre existiu, mas saiu do papel apenas quando ele deixou o emprego em um escritório de contabilidade. Ganhando um salário mínimo no trabalho, ele decidiu usar parte da rescisão para criar um negócio que pudesse aumentar sua renda. “Ele queria algo no segmento de alimentação e eu estava tentando ajudar. Então, conheci a história de uma empresária que cresceu com um negócio de pipocas gourmet e achamos a ideia muito diferente”, afirma Martins

Para entender a viabilidade do negócio, eles investiram R$ 60 em um curso e dedicaram oito meses na estruturação da ideia, incluindo testes de receitas e criação da marca. Com um investimento de cerca de R$ 3 mil, da rescisão de Matheus, o negócio chegou às ruas em agosto de 2018.

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Mesmo sem quase nenhuma venda no primeiro dia, o casal persistiu com a ideia e buscou alternativas para posicionar o carrinho em um ponto melhor. Quatro meses depois, eles conseguiram migrar para a rodoviária do bairro, onde passaram a faturar cerca de R$ 200 por dia.

Apesar da melhoria do resultado, os empreendedores notavam que seu principal diferencial era, ao mesmo tempo, um dos seus maiores desafios. De acordo como casal, desde o início eles optaram por insumos considerados premium, o que incluía uma espécie específica de milho, chamada de mushroom (que estoura em formato redondo), além de uma identidade visual reforçada em todos os pontos de contato com a clientela.

No meio de vários ambulantes, nós estávamos uniformizados, com a barraquinha organizada, com embalagem e um bom produto, com técnicas e insumos diferenciados. Mas, na rua, as pessoas viam apenas como pipoca e não queriam pagar R$ 7, nosso menor preço na época”, conta Matheus.

Em busca de um público que valorizasse os diferenciais do negócio, o casal começou a buscar por um ponto de venda em shopping center. A primeira oportunidade veio em outubro de 2019, quando abriram a primeira loja da Baurucas em um centro comercial do Rio de Janeiro. Para o projeto, eles investiram cerca de R$ 30 mil, obtidos a partir de empréstimos. O resultado veio rápido. No primeiro mês, o faturamento da marca saltou de R$ 4,5 mil, que ganhavam na rua, para R$ 35 mil.

Com a pandemia, eles deixaram o shopping e passaram a trabalhar no delivery. No período, adaptaram uma cozinha na casa dos pais de Matheus e apostaram em novo sabores, como avelã, churros, leite em pó e um "sacão" de pipocas salgadas, que hoje representa até 60% do faturamento de uma unidade. Como resultado do processo, eles chegaram a um total de 20 receitas. Hoje, são cinco sabores fixos no menu, além de um que é trocado mensalmente.

Além disso, no período, o casal apostou em um reposicionamento. “Entendemos que não éramos mais pipoca gourmet, já que esse estilo de pipoca parece um bombom e costuma render um consumo pequeno por pessoa. A nossa tem um preparo diferenciado, mas não entra nessa categoria, pois o consumo médio por pessoa chega facilmente 180 gramas”, afirma Matheus.

Com a retomada das atividades presenciais, eles abriram uma nova unidade em shopping e tiveram sucesso com o reposicionamento. Após alguns testes de ponto no centro comercial, a marca chegou a um faturamento mensal de R$ 80 mil no local.

Com o objetivo de ampliar o reconhecimento da marca, o casal decidiu apostar na expansão por franquias. A primeira unidade franqueada foi inaugurada em 2022. Na época, a empresa já contava com uma pequena fábrica, que foi ampliada nos anos seguintes para acompanhar o crescimento da rede. Atualmente, os produtos são produzidos em uma fábrica própria de cerca de 400 m², com capacidade para atender cerca de 120 lojas. Atualmente, o espaço é responsável pela produção de aproximadamente 10 toneladas mensais de pipocas.

Com um tíquete médio de R$ 25, a marca se prepara para crescer em número de unidades em 2026. Ao todo, já são 54 lojas comercializadas, sendo 43 em funcionamento, com a expectativa de chegar a 24 novas franquias vendidas neste ano. Com a maioria das lojas localizadas no Rio de Janeiro, a empresa espera aumentar a presença em outras praças, como São Paulo, Espirito Santo e Minas Gerais. O investimento inicial de uma loja é de R$ 144 mil, com payback entre 14 e 24 meses.

Após faturar R$ 26 milhões em 2025, a empresa projeta um faturamento de R$ 45 milhões em 2026.

Fonte/Créditos: Revista PEGN

Créditos (Imagem de capa): Revista PEGN

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