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Operação em Senador Camará deixa 8 mortos; criminosos fizeram pastor e criança reféns

Seis criminosos foram mortos após manter um pastor e uma criança reféns em uma casa. As vítimas foram libertadas sem ferimentos.

Operação em Senador Camará deixa 8 mortos; criminosos fizeram pastor e criança reféns
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Oito suspeitos morreram em operação da Polícia Militar na Vila Aliança, Zona Oeste do Rio, nesta quinta-feira (4). A ação tinha como alvo integrantes do Terceiro Comando Puro (TCP), apontados como responsáveis pelo assassinato da jovem Sther Barroso dos Santos, no mês passado, em Senador Camará. Relembre o caso mais abaixo.

De acordo com a polícia, seis criminosos mantinham um pastor e uma criança reféns em uma casa da comunidade. O imóvel foi cercado, houve confronto e os suspeitos acabaram mortos. As vítimas foram libertadas sem ferimentos.

Durante a manhã, houve intenso confrontotrens e ônibus suspenderam as operações (veja abaixo), e várias vias foram bloqueadas, como a Avenida de Santa Cruz e a Estrada do Taquaral.

“A ação foi planejada a partir de informações de inteligência que davam conta de que 2 alvos da facção estariam na localidade”, explicou a Polícia Civil, em nota. São eles:

 

“Esses indivíduos já foram identificados e indiciados, e tínhamos como objetivo capturá-los numa ação muito bem planejada”, declarou o delegado Moysés Santana.

“É importante a gente destacar que quanto maior o nível de informação de inteligência, maior vai ser a resistência desses narcotraficantes, já que todos vão se reunir para tentar protegê-los e vão coagir a população de bem a ir para as ruas para tentar defendê-los”, emendou.

Dois bandidos foram presos tentando tomar um ônibus como barricada. Quatro fuzis e diversas pistolas foram apreendidas.

Confronto intenso

 

Traficantes reagiram a tiros, atearam fogo a lixo e tomaram veículos como barricadas. Até a última atualização desta reportagem, 6 ônibus e 2 caminhões tinham sido atravessados na rua a mando de criminosos. O Globocop flagrou um grupo de criminosos de fuzil “escoltando” um dos coletivos tomados.

Na Estação Senador Camará da Supervia, pessoas precisaram se jogar no piso dos vagões para tentar se proteger dos disparos. Alunos do GET Mario Fernandes Pinheiros também precisaram se abrigar das balas.

Participam da operação a Subsecretaria de Inteligência da Polícia Civil (Ssinte), a Subsecretaria de Inteligência da Polícia Militar (SSI), a Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), a Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) e o Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope).

Helicópteros e blindados dão apoio às equipes.

“Houve um confronto no início. No momento que estabilizamos a área, começamos os vasculhamentos, e nós estamos agora batendo com muita calma, com serenidade, para que evite qualquer outro efeito não desejado”, disse o tenente-coronel Marcelo Corbage, comandante do Bope.

Impactos

 

Transportes

A Supervia informou que fechou as estaçõesAugusto Vasconcelos, Santíssimo e Senador Camará. Trens operavam apenas entre Central do Brasil e Bangu e de Campo Grande a Santa Cruz.

O Rio Ônibus avisou que 6 linhas estão com itinerários desviados preventivamente.

  • 731: Campo Grande-Marechal
  • 737: Santíssimo-Cascadura
  • 746: Jabour-Cascadura
  • 803: Jabour-Taquara
  • 926: Senador Camará-Penha
  • SV790: Campo Grande-Cascadura

 

Saúde

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, 2 unidades de atenção primária precisaram suspender o funcionamento para segurança de pacientes e funcionários.

Outras 2 unidades mantêm o atendimento à população, mas tiveram de suspender as atividades externas, como as visitas domiciliares.

Unidades de urgência e emergência não interrompem o funcionamento.

Educação

A Secretaria Estadual de Educação informou que 2 colégios da rede precisaram ser fechados na região de Senador Camará.

Na rede da prefeitura, muitas escolas estavam em pleno horário letivo quando a operação começou. Nessas unidades, segundo a Secretaria Municipal de Educação, foi acionado o protocolo Acesso Mais Seguro, elaborado em parceria com a Cruz Vermelha Internacional, em que as turmas são mantidas em locais abrigados até que a situação se normalize.

O caso Sther

 

Sther Barroso dos Santos, uma jovem de 22 anos moradora da Vila Aliança, Zona Oeste do Rio, foi brutalmente assassinada após sair de um baile funk na madrugada de 17 de agosto.

Trabalhadora de uma lanchonete, ela sonhava com uma vida melhor e registrava seus planos em um caderno, incluindo tirar habilitação, fazer cursos e ajudar a família.

Segundo relatos da família, Sther foi espancada e violentada por ordem de Bruno da Silva Loureiro, o Coronel, chefe do tráfico no Muquiço, após recusar sair com ele.

O corpo de Sther foi encontrado desfigurado e com sinais de violência sexual.

A mãe de Sther revelou que a filha teve um breve relacionamento com o traficante, mas se afastou e até mudou de comunidade para evitar novas investidas. 

 

  

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte/Créditos: Globo

Créditos (Imagem de capa): Globo

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