A mandatária quer agir com a razão para entender os problemas do Palmeiras de dentro para fora. Ainda sobrou uma "cutucada" para alguns torcedores, que, segundo ela, só aparecem nos momentos difíceis da equipe.
– Eu já falei, diversas vezes, que não administro o Palmeiras segundo opinião de uma parte da torcida. Com relação à manifestação, eu não vejo nenhuma, não tomo conhecimento do que organizada fala sobre mim ou minha gestão. Administro ouvindo nossos profissionais, vivenciando a rotina, é nisso que me pauto. Sei que a grande maioria dos torcedores ficam chateados, entendo a preocupação, também fico. Mas tenho que agir com a razão – disse, antes de completar:
– Faço as cobranças dentro da academia e as críticas que eu acho que não são construtivas eu deleto imediatamente. O torcedor é passional e eu não posso ser. Nosso trabalho continua e eu não vi essa parte da torcida quando fomos campeões paulistas, não vi dando parabéns ao nosso trabalho. Engraçado que só aparece nos momentos difíceis.
A principal torcida organizada do Palmeiras subiu o tom em uma nota divulgada nesta quinta-feira, pedindo a saída de Abel Ferreira. Leila Pereira, por sua vez, quer ver o português feliz, assim como o torcedor.
– Óbvio que não só a presidente, todo nosso estafe, o nosso trabalho é fazer o nosso torcedor feliz, nosso maior patrimônio. Falei que quero ver Abel feliz como quero ver meus atletas felizes, a presidente feliz. Estou muito feliz. Às vezes fico preocupada, mas feliz eu estou. Lembrando que não ganharemos sempre. Quando se ganha o paulista é inexpressivo mas se não ganha é um caos. Quero ver Abel feliz mas também quero ver os torcedores felizes e trabalhamos pra isso.
De acordo com a presidente, jogadores, comissão técnica e departamento de futebol são cobrados pelos resultados negativos, mas tudo acontece nos bastidores. Ela explicou que todos sabem que a atuação diante do Cerro Porteño foi abaixo das expectativas.
Acho inconcebível não passar para a próxima fase da Libertadores
— Leila Pereira
Durante o evento de homenagem, marcado antes da derrota para o Cerro Porteño, o zagueiro falou sobre o momento conturbado da equipe em 2026.
Entre os assuntos, ele comentou os pedidos de saída de Abel Ferreira, por parte de uma ala da torcida do Palmeiras. O paraguaio explicou que não costuma ver redes sociais após derrotas, gosta da liberdade de expressão e pediu tranquilidade à torcida, pois o trabalho está sendo feito.
– Um treinador meu me ensinou que quando perde não tem que olhar redes sociais, então não vi nada. Mas o que mais gosto do meu país e do Brasil é a liberdade de expressão. O Paraguai viveu muito tempo a ditadura. Aqui qualquer um tem a liberdade de falar e qualquer um que tenha microfone e redes sociais tem liberdade de falar, não tem que censurar ninguém.
– Acredito que são as melhores coisas. Mas sabemos internamente que o futebol é passional, pouco racional, é uma realidade, mas nós sabemos tudo que trabalhamos dia a dia, sabemos o que temos que melhorar, o que manter. O torcedor tem que ficar tranquilo e ter a certeza que lá dentro do clube trabalhamos dia a dia – explicou.
Ainda sobre o assunto, Gómez citou exemplo de outros clubes que tinham grandes elencos e não conseguiram resultados positivos, como o PSG de Mbappé, Neymar e Messi.
– Nenhum time ganha tudo. Futebol é muito legal porque não é uma ciência exata. O futebol para nós é passional, mas também racional. Se não for assim, é muito difícil fazer nosso trabalho.
Os pedidos de saída de Abel Ferreira aparecem em momento de oscilação da equipe. São três empates seguidos no Campeonato Brasileiro, que fizeram a vantagem na liderança diminuir, além da perda da ponta do Grupo F da Conmebol Libertadores, depois do revés para o Cerro Porteño.
O paraguaio é o capitão da equipe de Abel Ferreira, que terá um confronto direto contra o Flamengo neste sábado. A bola rola às 21h, no Maracanã, em jogo válido pela 17ª rodada do Brasileirão. As equipes estão separadas por apenas quatro pontos.
Fonte/Créditos: Globo Esporte
Créditos (Imagem de capa): Globo Esporte
Comentários: