A nova pesquisa Quaest, divulgada nesta quarta-feira (11), mostra Lula com avaliação estável e na liderança em cenários de 1º e 2º turno.
Indica também que a vantagem sobre Flávio Bolsonaro (PL) no 2º turno, que era de dez pontos em dezembro, agora é de cinco.
Felipe Nunes, diretor da Quaest, avalia que os números consolidam o filho 01 do ex-presidente Jair Bolsonaro como o principal nome da oposição na corrida presidencial.
Esta é a primeira pesquisa sem o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que tem dito que disputará a reeleição.
Para Felipe Nunes, "a divisão do país aparece também na aprovação do governo".
Lula aparece na dianteira nos sete cenários de 1º turno, com percentuais de intenção de voto que variam entre 35% e 39%. Flávio Bolsonaro é o segundo, com índices que vão de 29% a 33%.
A maior diferença entre eles é de oito pontos; a menor, de quatro.
Para o 2º turno, o levantamento mostra que a vantagem do presidente sobre o senador era de dez pontos no fim do ano, passou para sete em janeiro e agora está em cinco.
"A pesquisa revela uma diminuição residual da vantagem de Lula para Flávio", diz Felipe Nunes.
O levantamento mostra ainda que Lula e Flávio são também os candidatos com maior rejeição. Para Nunes, esse é mais um indicativo de que a disputa será apertada.
1 - Lula à frente e Flávio no retrovisor
Além dos cenários eleitorais, a Quaest mediu também a aprovação de Lula. Os números oscilaram dentro da margem de erro, que é de dois pontos, e indicam um cenário estáveldesde o último trimestre de 2025.
- 49% desaprovam o desempenho de Lula (eram 49% em janeiro e 49% em dezembro);
- 45% aprovam (eram 47% em janeiro e 48% em dezembro);
- 6% não sabem ou não responderam(eram 4% em janeiro e 3% em dezembro
Para Felipe Nunes, "a divisão do país aparece também na aprovação do governo".
Lula aparece na dianteira nos sete cenários de 1º turno, com percentuais de intenção de voto que variam entre 35% e 39%. Flávio Bolsonaro é o segundo, com índices que vão de 29% a 33%.
A maior diferença entre eles é de oito pontos; a menor, de quatro.
Para o 2º turno, o levantamento mostra que a vantagem do presidente sobre o senador era de dez pontos no fim do ano, passou para sete em janeiro e agora está em cinco.
"A pesquisa revela uma diminuição residual da vantagem de Lula para Flávio", diz Felipe Nunes.
Entre os que se consideram independentes, grupo que corresponde a 32% do eleitorado e pode decidir a disputa, a vantagem de Lula sobre Flávio era de 16 pontos e agora é de cinco.
Em janeiro, o presidente tinha 37% nesse grupo, e o senador, 21%. Na pesquisa atual, Lula aparece com 31%, contra 26% de Flávio.
Por se tratar de um recorte do eleitorado, a margem de erro neste caso é maior do que dois pontos.
2 - Flávio Bolsonaro consolida pré-candidatura
Sem Tarcísio, Flávio se consolidou como principal candidato da oposição, segundo a avaliação de Felipe Nunes. A candidatura foi lançada em dezembro, quando o senador anunciou que havia recebido o apoio do pai, condenado e preso por golpe de Estado.
"A consolidação da candidatura de Flávio Bolsonaro nas pesquisas aconteceu pela sua capacidade de atrair o eleitor bolsonarista e o eleitor de direita não bolsonarista. Seu desafio ainda é atrair o eleitor independente, que define a eleição. Lula continua muito forte entre lulistas e na esquerda e numericamente à frente entre os independentes", afirma o diretor da Quaest.
Entre os eleitores que se declaram bolsonaristas, Flávio registra entre 87% e 93% das intenções de voto, a depender do cenário. Na direita não bolsorista, ele vai de 62% a 72%.
Fonte/Créditos: G1
Créditos (Imagem de capa): G1

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